Foz do Iguaçu – Os três estados do Sul do Brasil estão na preferência dos venezuelanos no processo de interiorização realizado pela força-tarefa estabelecida pelo Ministério da Defesa, na chamada Operação Acolhida.

Segundo o porta-voz da força-tarefa que tem sua base em Roraima, major Tássio Oliveira, foram feitos 3.260 deslocamentos até novembro para diversos cantos do Brasil e nos últimos dias um grupo de sete venezuelanos chegou ao oeste do Paraná para residir e trabalhar nas cidades de Foz do Iguaçu e Tupãssi.

Em todo o Paraná foram trazidos 223 venezuelanos pela Operação, ou seja, um de cada 15 deles está no Estado, a maior parte (129) em Curitiba.

A operação, que deve meses incorporar outros 6 mil venezuelanos nos próximos meses, tem como objetivo realocar esses imigrantes que entram no Brasil pela fronteira com Roraima, de modo que possam recomeçar suas vidas aqui, longe da crise humanitária vivida no país nativo.

O major revela que a chegada de venezuelanos ao Brasil é intensa, de 400 a 500 pessoas por dia, o que já teria aumentado em cerca de 10% a população do Estado de Roraima, agravando os problemas de infraestrutura e saúde pública.

Apesar de boa parte dos imigrantes ir para abrigos no Brasil, sobretudo na cidade de Boa Vista, onde existem 11 deles, ainda há um grande número vivendo nas ruas. “A ideia é tirar todos das ruas e o processo de interiorização permite a essas pessoas recomeçarem suas vidas. Na lista da preferência, quando consultadas para onde desejam seguir, estão os estados do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Certamente eles conversam com quem já está no Brasil e entendem que a região, além de os receber bem, é a mais desenvolvida do Brasil”, reforça o major.

Parte desses imigrantes já chega às cidades com entrevistas de emprego. “Temos visto muita gente preparada, médicos, advogados, engenheiros e quem procura esses profissionais pode nos procurar que faremos encaminhamento para entrevista”, acrescenta.