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POLICIAL

Mais mortes em confronto

21 de dezembro de 2017 às 11:24
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O índice supera os 22% registrados em todo ano passado. Esse é, até ontem, o saldo de bandidos mortos por policiais em confrontos em Cascavel. O último registrado pela Polícia Militar aconteceu ontem, na BR-467, no Contorno Oeste.

Segundo informações da polícia, dois homens armados efetuaram um roubo em Santa Tereza do Oeste e da vítima levaram uma caminhonete Amarok. Logo após o crime, a PM foi acionada e começou as buscas pelos marginais, interceptados quando saíam da BR-277 e acessavam a rodovia que segue até Toledo.

Houve perseguição e diversas equipes da RPA (Rádio Patrulha) e da Rotam (Rondas Ostensivas Tático Motorizadas) foram acionadas e conseguiram parar os dois assaltantes.

Conforme o capitão Divonsir de Oliveira, uma equipe da UPS (Unidade Paraná Seguro) Norte fazia rondas próximo ao contorno quando foram informados do assalto. “Outras equipes estavam mobilizadas e conseguiram encurralar os marginais”.

Ao serem abordados, os marginais desceram do veículo atirando e os policiais revidaram. Na troca de tiros Matheus de Campos, de 18 anos, e Matheus Francisco de Góes, de 21 anos, ambos moradores do Bairro Cataratas, em Cascavel foram mortos. Socorristas do Sitate (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência) chegaram a ser acionados, mas apenas constataram a morte dos rapazes.

De acordo com dados do Hoje News, compilados diariamente, somente este ano 11 pessoas foram mortas em confronto com a polícia. Em todo ano passado, até 31 de dezembro foram nove casos.

As mortes

A primeira morte em confronto foi a de Tiago Henrique Ferreira Álvares, de 16 anos, no Bairro Universitário, em janeiro. Ele participou de um latrocínio contra o policial militar aposentado Venilson Fonseca Dutra.

Em abril, Edson Nogueira da Cruz e Douglas da Silva foram mortos na área central, depois de assaltar uma loja. Um policial que estava a paisana no local perseguiu a pé os homens. Ao ver o militar, os dois ameaçaram atirar e acabaram mortos.

Em maio, após matar a psicóloga do Depen (Departamento Penitenciário) Federal Melissa Almeida, André Luiz Vicente Pinto e Anderson Rodrigues Farias morreram em confronto. André foi baleado ainda na casa da psicóloga, pelo marido dela, o policial civil Rogério Ferrarezi, e Anderson, horas depois, em uma casa na Avenida Corbélia.

Rafael Luiz Cabral foi morto em julho, em uma propriedade rural em Sede Alvorada. Ele era acusado de uma tentativa de homicídio contra um agente carcerário em Toledo. Um mês depois, Igor de Oliveira Dias foi baleado e atropelado por um policial civil de Santa Catarina em uma tentativa de assalto na BR-277.

Com um mandado de prisão em aberto por tráfico e na iminência de ser preso, Luiz Carlos Ferreira ao ver a viatura da PM em agosto no Bairro 14 de Novembro, atirou contra os militares e foi baleado. No mesmo mês, Gabriel Augusto Cechin morreu ao ameaçar policiais militares com uma arma de fogo no Bairro São Cristóvão.

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