Natural de Cascavel e hoje com 60 unidades em sete estados brasileiros, a Anjos Colchões acaba de abrir a terceira unidade no Paraguai. O cenário é positivo: na última década, o Paraguai cresceu mais de 5% ao ano, a inflação média do período não chegou a 4% e a taxa de desemprego manteve em 6%. Esses foram os dados que convenceram Isabela Garcia André, então com 22 anos, a abrir a primeira unidade da rede especializada no segmento de colchões e estofados em Cidade do Leste. Quatro anos depois, ela inaugura a terceira franquia, agora na cidade de Katuete, 170 quilômetros interior adentro.

“O Paraguai tem algumas características que o tornam bastante atrativo. As perspectivas econômicas são muito boas e o povo é bastante receptivo. Trouxe a Anjos Colchões para Katuete para atender o público interiorano que já ia até nossas lojas, em Cidade do Leste. Por que, então, não estar mais próximo deles? Temos o objetivo de abraçar todos desta região, permitindo que vejam e experimentem nossos produtos”, explica a franqueada.

Localizada no centro do Município, o showroom de 70 metros quadrados também dará suporte para outras cidades menores do entorno.

No Brasil

Já no Brasil, o plano da rede é inaugurar mais 30 unidades em 2018 e chegar ao total de 200 lojas em dois anos. Para alcançar a meta proposta, a Anjos lançou recentemente um novo modelo de negócio: o “chave na mão”, que tem por objetivo arcar com todos os custos iniciais de implantação e permitir que o franqueado, a princípio, apenas gerencie a unidade. Após um prazo acordado, ambas as partes decidem pela continuidade (ou não) do acordo, quando, enfim, o franqueado adquire interinamente o negócio e financia os custos iniciais.

Do lado de lá da fronteira

Somente nos últimos cinco anos, mais de 200 empresas brasileiras instalaram unidades no Paraguai e dezenas delas reprogramam os investimentos por lá para este e para o próximo ano.

Reprogramam porque muitas haviam decidido antes do acirramento da crise, em 2016, e precisaram pisar no freio. Agora elas repensam essas novas unidades com o objetivo de ganhar mais competitividade e baratear a produção fomentada por incentivos fiscais com impostos bem abaixo da carga tributária brasileira, além da segurança jurídica que tem estimulado a abertura de processos de instalação das unidades do lado de lá da fronteira.

O Ministério da Indústria e do Comércio local, que estende o tapete vermelho para os investidores brasileiros, calcula que somente nos últimos anos as indústrias brasileiras empregaram mais de 30 mil paraguaios. O país vive hoje a maior onda de imigração brasileira e já residem por lá cerca de 500 mil brasileiros.