Luxemburgo será primeiro país do mundo com transporte público totalmente gratuito

Novo primeiro-ministro do país ganhou eleições no final deste ano com promessa de eliminar cobranças sobre deslocamentos

Luxemburgo está pronto para ser o primeiro país do mundo a oferecer transporte público totalmente gratuito para seus cidadãos. Tarifas de trens, bondes e ônibus vão ser eliminadas no primeiro semestre de 2019, segundo os planos da coalizão governamental liderada por Xavier Bettel, que foi eleito pela segunda vez como primeiro-ministro no começo de dezembro.

Bettel, cujo Partido Democrático vai formar o governo ao lado do Partido Socialista e dos partidos verdes, passou toda a campanha afirmando que, se vencesse, iria priorizar o meio-ambiente durante seu mandato. Além do compromisso com a gratuidade no transporte, o novo governo considera ainda legalizar a maconha e introduzir dois novos feriados nacionais.

A Cidade de Luxemburgo, capital do pequeno grão-ducado, sofre com uma das piores médias de trânsito do mundo. Com 110 mil habitantes, a cidade recebe 400 mil pessoas diariamente para trabalhar ou estudar. Um estudo recente sugeriu que os motoristas na pequena metrópole gastaram 33 horas nos congestionamentos em 2016. Assim como em Londres e Estocolmo, o governo cogita instalar pedágio automático na região central da capital.

Luxemburgo tem um sistema de transporte público bem desenvolvido, com linhas nacionais de ônibus e uma rede ferroviária que conecta as cidades mais importantes e com outros países da Europa. O grão-ducado é considerado o país mais rico da União Europeia, mas também o segundo menor Estado.

Embora o país tenha apenas 600 mil habitantes, cerca de 200 mil pessoas vivendo na França, na Bélgica e na Alemanha cruzam as fronteiras todos os dias para trabalhar em Luxemburgo.

A virada em direção ao transporte público, porém, não vem de agora. Neste ano, o governo tornou o sistema gratuito para crianças e jovens até 20 anos. Estudantes podem usar os ônibus, bondes e trens sem pagar nos trajetos entre casa e escola, enquanto os passageiros precisam pagar € 2 (R$ 8,9) por até duas horas de viagens em um país com apenas 2,5 mil quilômetros quadrados de extensão.

Agora, do início de 2020 em diante, não haverá mais passagens, mudando totalmente a política de cobrar pelo transporte. No entanto, algumas decisões precisam ser tomadas, como o que deixar de cobrar primeiro: vagões da primeira ou da segunda classe. A medida do novo governo que tem causado debate em Luxemburgo, no entanto, é sobre a proposta de legalizar, possuir e consumir cannabis para uso recreacional.

ACIC OUTUBRO 2020

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