Evento promovido pela Câmara Municipal de Cascavel teve como objetivo comemorar os 15 anos da Lei Maria da Penha, debater sobre os direitos das mulheres e as ações promovidas em prol dessa causa

Acadêmicas e docentes integrantes do projeto de extensão “Combate à violência contra a mulher: aspectos jurídicos e psicológicos”, do Centro Universitário de Cascavel – Univel, estiveram presentes no evento “15 anos da Lei Maria da Penha: da violência à independência”, na Câmara Municipal de Cascavel, que teve o intuito de debater os avanços e os desafios no combate à violência contra a mulher.

Sancionada em 2006, a Lei 11.340, a Lei Maria da Penha, é um marco quando se trata de avanços em prol da defesa das mulheres que são vítimas de violência doméstica e familiar.

O projeto de extensão visa conscientizar homens e mulheres da comunidade local acerca da agressão que é a violência contra a mulher, bem como demonstrar os efeitos jurídicos e psicológicos.

Para a professora orientadora do projeto, dra. Caroline de Cássia Francisco Buosi Velasco, estar presente no evento é significativo, pois é uma forma de os acadêmicos poderem contribuir de forma científica para com a temática. “É muito relevante estarmos participando de eventos como esse, que ocorreu na Câmara Municipal, na qual nós e nossos acadêmicos pudemos contribuir de forma científica com considerações sobre o assunto, e também pudemos escutar os principais representantes do nosso município que trabalham com essa temática para estarmos em contínua atualização para continuidade do nosso projeto, que já vem levando conhecimento para nossa cidade há 4 anos!”, ressalta Caroline.

Acadêmica do 6º semestre de Psicologia, Gabriele Rauber Neves viu no projeto uma possibilidade de estar informada e se atualizar nas pautas dessa temática, e é uma possibilidade de ter contato com a abordagem partindo da psicologia, do direito e da própria sociedade. “No projeto, estudamos a fundo a questão da lei, as mudanças e os avanços. Estivemos presentes no evento do 15º aniversário da Lei Maria da Penha. Foi uma oportunidade para ter contato com outras informações e pudemos ver que é um problema social e estruturado. A partir da minha participação, tirei a conclusão de que faltam profissionais da área da Psicologia trabalhando nessa temática e no projeto podemos ver quais são as ações que a Psicologia pode abordar”, destaca.

De acordo com a acadêmica, o projeto é muito importante para levar informação, prevenção e conscientização. “Estava conversando com meu namorado sobre o projeto e o motorista de aplicativo perguntou uma coisa que muitas pessoas perguntam e muitas pessoas respondem de uma forma errônea. Foi perguntado sobre o que acontece quando a mulher apanhou várias vezes e ainda fica com homem ou não o deixa ser preso; respondi que, muitas vezes, essa mulher não entende o que está acontecendo com ela ou tem uma dependência enorme desse homem, que nós de fora não entendemos. Eu me senti privilegiada de poder formular uma resposta correta, em uma conversa inesperada, e poder levar informação para outras pessoas”, conta Gabriele.