Feder entra na fritura

Nem chegou a pisar em Brasília e Renato Feder já entrou na fritura nas redes sociais. O atual secretário de Educação do Paraná era dado como certo na manhã dessa sexta para comandar o MEC (Ministério da Educação). Bastou vazar a informação para que alas ligadas a Olavo de Carvalho e aos militares no governo iniciassem a pressão para que o presidente Jair Bolsonaro desistisse da nomeação. A explicação mais razoável é que Feder não faz parte de nenhum dos grupos ideológicos radicais.

 

Histórico

Olavistas têm um histórico de sucesso em frituras iniciadas nas redes sociais que terminaram em demissão: ex-secretária de Cultura Regina Duarte e os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo). Os grupos chamam a atenção para a ligação de Feder com o governador João Doria (PSDB) e dizem que a escolha foi feita para agradar empresários e apaziguar a guerra ideológica, tudo o que os radicais não querem.

 

E tem mais

Não bastassem as duas alas, tem mais um setor que não gostou do nome: os militares foram surpreendidos com o convite do presidente e querem alguém ligado a eles, que acreditam ter mais força política. Passaram a divulgar também incoerências em seu currículo. Ah! Os evangélicos também engrossam a pressão.

 

Quem no lugar?

Enquanto Feder frita nas redes sociais, por aqui, o governador Ratinho Junior precisa pensar em substituto.

 

Agora é lei!

O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos a lei que torna obrigatório o uso de máscara facial em todo o País. Alguns estados não gostaram de alguns vetos, especialmente o que tira da lista órgãos públicos e estabelecimentos comerciais. A lei paranaense é mais restritiva e, nesse caso, é ela a que vale no Estado.

 

Eleições 2020

A maioria dos deputados federais paranaenses votou pelo o adiamento das eleições municipais de outubro para 15 e 29 de novembro, por causa da pandemia do covid-19.

 

Quem votou a favor

Aliel Machado (PSB), Aroldo Martins (Republicanos), Diego Garcia (Podemos), Enio Verri (PT), Felipe Francischini (PSL), Gleisi Hoffmann (PT), Gustavo Fruet (PDT), Leandre (PV), Luciano Ducci (PSB), Luisa Canziani (PTB), Luizão Goulart (Republicanos), Ney Leprevost (PSD), Roman (Patriota), Rubens Bueno (CDN), Sargento Fahur (PSD), Schiavinato (PP), Sergio Souza (MDB), Vermelho (PSD) e Zeca Dirceu (PT).

 

Quem votou contra

Aline Sleutjes (PSL), Boca Aberta (Pros), Christiane Yared (PL), Filipe Barros (PSL), Giacobo (PL), Hermes Parcianello (MDB), Luiz Nishimori (PL), Paulo Martins (PSC), Pedro Lupion (DEM) e Ricardo Barros (PP). Não votou: Toninho Wandscheer (Pros).

 

Beto Preto

A ADI (Associação dos Diários do Interior) entrevistou o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, sobre o atual cenário e as ações adotadas para enfrentar a pandemia. O secretário diz que, neste momento, não existe melhor remédio do que ficar em casa. Você confere a íntegra da entrevista acessando AQUI.

 

 

Dos males o menor?

O “ciclone bomba” de terça-feira (30) deixou estragos pelo Paraná e nos demais estados do Sul, mas impediu que a nuvem de gafanhotos que está na Argentina chegasse ao Brasil. O ciclone derrubou as baixas temperaturas e a nuvem de insetos que já destruiu plantações na Argentina e no Paraguai estacionou do lado de lá da fronteira. Segundo o IDR-PR (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná), os gafanhotos estacionaram no solo, fazendo com que os argentinos tenham possibilidade maior de controlar a praga.