São Paulo – Segundo levantamento realizado pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), mais de 63 milhões de brasileiros estão com o nome sujo. A pesquisa mostra uma alta de 6,03% em relação ao mesmo período do ano passado e também o maior volume de pessoas com nome sujo para um mês de novembro desde 2011, quando o crescimento dos endividados foi de 8,10%. O estudo foi feito no fim de novembro de 2018, quando foram contabilizados 63,1 milhões de inadimplentes no País.

O estudo apontou ainda que a inadimplência só apresentou queda entre a população mais jovem: caiu 22,3% entre os devedores de 18 a 24 anos e 4% entre os de 25 a 29 anos. Entre as pessoas mais velhas, no entanto, o número de negativados aumentou. Foram 11,8% de pessoas com idade entre 65 e 84 anos a mais entre os endividados.

Quem está com o nome sujo entende muito bem a dor de cabeça que é ter o CPF inserido nos principais cadastros de inadimplência. Um levantamento recente realizado com cerca de 309.800 usuários do aplicativo Guiabolso apontou que 30% dos negativados no Brasil conseguem sair do vermelho e “limpar seu nome” com uma quantia de até R$ 500.