O número de exames do Laboratório de Análises Clínicas do HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná) aumentou em cerca de 97%. O comparativo analisa os meses de abril e maio de 2020, quando foi disponibilizado 10 leitos de UTI e 20 de enfermaria, para pacientes com Covid-19. Nesse período, a média de exames era de 37 mil por mês. Em abril e maio de 2021, com 70 leitos de UTI exclusivo para pacientes com Covid-19, o número de exames passou para cerca de 74 mil mensal.

O aumento desses números foi gradativo e acompanhou a abertura de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva do hospital. Em 2020, antes da pandemia da Covid-19, o HUOP possuía 14 leitos de UTI adulto e mais 5 leitos da sala de emergência. Hoje, contabiliza 70 leitos de UTI Covid-19, totalizando 89 leitos de UTI para pacientes adultos.

Números expressivos, e que impactaram na quantitativo, no custeio e nos tipos de exames realizados pelo laboratório do hospital. “Com a abertura das unidades Covid-19 criou-se perfis de exames laboratoriais específicos para os pacientes infectados pelo SARS-CoV-2, compostos por até 29 tipos de exames com valores relativamente elevados e mais complexos. No entanto, estes exames são feitos de forma sistemática, pois são essenciais para a avaliação diagnóstica e prognóstica”, ressalta o coordenador do Laboratório de Análises Clínicas do Huop, Paulino Yassuda Filho.

Os exames de rotina de um paciente internado em uma Unidade de Terapia Intensiva somam cerca de 10 a 15. Na Unidade Covid-19, o número de exames laboratoriais de rotina são cerca de 29, realizados em todos os pacientes admitidos. “Nestes perfis de exames laboratoriais, são realizados exames com alta demanda, como a análise gasométrica, análise esta essencial para o paciente acometido por esta patologia essencialmente respiratória”, explica Paulino.

No Laboratório de Análises Clínicas, realizam-se exames da área de bioquímica, imunologia, hematologia, hemostasia, microbiologia, urinálise, líquidos biológicos e uma tecnologia de biologia molecular. “Dentre estes exames, tem-se os considerados de caráter emergencial/urgência e outros de perfis não emergências/urgência, porém, ambas as classes de exames sofreram impacto causado pela pandemia Covid-19”, diz Paulino. “Todos os exames tiveram um aumento expressivo e impactaram no quantitativo. Esse acréscimo gerou uma mudança no perfil de exames, que muitas vezes possuem um custo maior, demandam mais tempo, mais equipamentos, e isso resultou também em um esforço a mais da equipe”, enfatiza o responsável técnico do Laboratório, Muriel Padovani.

Para dar suporte com todo o aumento de exames, também foram contratados mais profissionais: técnicos de laboratório, bioquímico, além disso, foi disponibilizado um número maior de vagas para Residência em Análises Clínicas. “Esse suporte é essencial para que possamos garantir a eficácia dos exames. Precisamos destacar que os residentes são essenciais, tem uma oportunidade de aprendizado em um momento bem diferente em razão da pandemia, além disso, contribuem muito no trabalho realizado no laboratório”, conclui Muriel.