Toledo – O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, esteve ontem (7) em Toledo para acompanhar as obras de reforma do Hospital Regional, entregue em 2016 e até hoje sem uso. Ao lado do prefeito Beto Lunitti, o secretário conversou com a imprensa e falou sobre as expectativas para o hospital.

De acordo com Beto Preto, a visita se deu para conhecer a obra e entender em que ponto se encontra. É que o prédio, apesar de entregue e inaugurado, teve que passar por reformas devido a uma série de problemas. Esse trabalho ainda não está pronto. A previsão era gastar R$ 3.439.909,89 para a climatização das estruturas e R$ 5.872.836,75 para reforma estrutural que envolve demolição interna (forro, alvenaria e portas), demolição externa (retirada do revestimento externo) e a implantação de um novo sistema elétrico. Só que a Construtora Guilherme pediu aditivo de valor, que está em análise.

O secretário afirmou que o Estado tem o compromisso de participar ativamente na conclusão das obras, realizando parceria com o Município para a finalização, seja de forma direta ou indireta.

Beto contou que o Estado já investiu em equipamentos para o hospital, agora, apoiará o convênio para a realização da parte de climatização. Ele não quis apontar uma data para a conclusão do hospital nem sua abertura, porém, comentou que poderá ocorrer entre o fim de 2021 e o início de 2022, dependendo do andar da obra.

Um dos grandes impasses do hospital é a futura gestão, inclusive alvo de ação do Ministério Público. Quanto à gestão operacional do hospital, o prefeito Beto Lunitti entregou um documento ao secretário solicitando que o Estado assuma. Contudo, Beto Preto comentou que primeiro deve ser debatido o perfil do hospital. “Será discutido com o prefeito o perfil. O Estado já tem experiência com gestões diferentes e cada local tem suas peculiaridades. Aqui tem caráter de filantropia”, ressaltou.

Sem garantir a gestão, o secretário disse que o Estado “participará ativamente”. “Administrando ou pagando, o Estado vai entrar. Mas essa é uma tratativa burocrática que ainda será debatida”, frisou.

De acordo com Lunitti, uma reunião foi realizada com a construtora responsável pela obra para ajustar um reequilíbrio financeiro para a conclusão das reformas.

Acrescentou ainda que, para o hospital ser concluído, é necessária a finalização da parte climatizada, a revisão dos gases e os acabamentos.

Para o prefeito, a visita do secretário deixa a abertura do hospital mais próxima, contudo, não quis estabelecer uma data para que ocorra. “A sociedade está cansada de datas, de perspectivas… Tivemos reunião firme e ajustamos o pagamento de um reequilíbrio para que as obras aconteçam.”