Homem está internado em estado crítico após dentadura ficar presa na garganta por 6 dias

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PARIS – Um homem francês está internado em estado crítico após sua dentadura ficar presa na garganta por seis dias e o caso ser mal-diagnosticado por médicos, afirma a imprensa local.

Roland Marissael, de 85 anos, visitou o Hospital de Dunquerque várias vezes na última semana com problemas para respirar e dor na garganta desde o dia 14 de agosto. Ele teria engolido a dentadura durante um almoço em Cambrai, na Normandia. Roland imediatamente foi ao hospital, mas o médico da emergência achou que era um problema no pulmão e um princípio de Alzheimer.

“Nosso pai não podia falar com eles, achavam que ele era louco”, afirmam os filhos dele, Jean-Jacques e Jean-Luc, ao jornal local La Voix du Nord. “Como deixam uma dentadura na garganta de um homem por seis dias?”

Ele foi enviado de volta para casa, com problemas para respirar, sem conseguir falar. A esposa nota que a dentadura desapareceu. Uma ambulância o leva para o hospital.
“Quando chegaram lá, minha madrasta disse para eles que com certeza ele engoliu a dentadura. Repetimos isso todo dia, mas eles não ouvem”, repetem os irmãos.

A família tenta então pedir um raio-x da garganta, mas o médico quer um do tórax. Roland vai piorando lentamente.

“Ele sempre tocava na garganta, mas a dor era tanta, que quando tentou, nos empurrou. Não conseguia comer, beber, estava completamente desidratado”, diz, chorando, Chantal, enteada de Roland.

Sexta à noite, de volta das férias, um médico assistente vê o caso pela primeira vez e decide implantar um tubo de alimentação. Roland não come já a cinco dias. Mas, conta a família, “tiveram que parar, era uma barbárie, ele urrava de dor”. O médico finalmente pede um raio-x da garganta. A prótese está nas cordas vocais. Roland é operado de emergência e a dentadura removida.

Desde então, o caso piorou. Ele está em cuidados intensivos desde domingo, entubado, com os pulmões ventilados continuamente para que não parem de trabalhar. A família teria sido informada que não há esperanças.

O hospital prometeu uma investigação interna e que “o comportamento inaceitável não será repetido”, mas a direção recusou o pedido de entrevista da imprensa local.



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