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RIO ? Autor de levantamento sobre as atrações musicais dos últimos sete réveillons oficiais do Rio, publicado ontem no GLOBO, o grupo Produtores RJ pretende levar aos vereadores da cidade propostas para mudar o processo de escolha dos artistas. A ideia é aumentar a diversidade de gêneros musicais e garantir a transparência na seleção dos contratados ? o estudo mostra que sete artistas tocaram em cinco ou mais edições desde 2009. links música 25.12

Em nota, os Produtores RJ e a incubadora de redes culturais Nós de Rede anunciam uma reunião com músicos e produtores para que se definam propostas para a redação de uma lei sobre o tema. No texto, eles lançam quatro sugestões como pontos de partida. Em primeiro lugar, destacam a necessidade de transparência do processo: ?Por se tratar de verba pública, urge que todos os gastos realizados com a promoção desse megaevento sejam divulgados, em seus detalhes e em sua totalidade, em portal de fácil acesso na internet, preferencialmente no site da Riotur, como também no Diário Oficial?.

Outra ideia é criar um conselho curador. A nota defende: ?Com intuito de tornar a programação mais equânime e aumentar a absorção dos diversos segmentos musicais atuantes na cadeia produtiva da cidade, julgamos necessária a eleição de um conselho curador anual, através de votação em plataforma virtual?. Segundo a proposta, o conselho seria formado por representantes da sociedade civil que tenham relação com o mercado de música no Rio. A sugestão é que o conselho responda por 40% da programação e a Riotur definira os outros 60%. Eles explicam: ?Esta proporcionalidade é baseada nos dados do levantamento, que apontam aproximadamente 40% de contratações relativas a artistas não mainstream?.

DISCUSSÃO SOBRE CACHÊS

Uma terceira proposta refere-se ao valor dos cachês. A nota sugere que sejam definidos padrões com diferentes limites de valor, ?como por exemplo ?atrações consagradas?, ?atrações em ascensão? e ?atrações não mainstream?, a fim de evitar diferenças expressivas?.

Por fim, eles expõem o desejo de mais equilíbrio dos segmentos musicais ? o levantamento mostrou que artistas de pagode, blocos de carnaval e escolas de samba respondem por mais de 60% da programação (ou 70%, se somarem-se a eles os DJs). A nota pede ?uma definição de padrões percentuais a fim de contemplar a diversidade e garantir maior equidade entre as linguagens musicais contratadas, de modo a explorar e desenvolver todo o espectro da cadeia produtiva atuante no município?.