Brasília – Apesar de analistas do mercado financeiro terem reduzido suas projeções para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2022 para menos de 1%, o Ministério da Economia divulgou nessa quinta-feira (16) que revisou apenas marginalmente sua estimativa, de 2,51% para 2,50%.

Para este ano, o órgão segue esperando uma alta de 5,30% no PIB. As previsões constam na grade de parâmetros da SPE (Secretaria de Política Econômica), divulgada ontem.

De acordo com a SPE, apesar do recuo de 0,1% do PIB no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano, o crescimento interanual de 12,4% indicaria recuperação em relação ao vale da crise de 2020. “O destaque do PIB pelo lado da oferta foi o desempenho dos serviços, com alta de 0,7% ante o trimestre anterior, com ajuste sazonal”, acrescentou a Economia.

O ministério manteve ainda as projeções de crescimento da economia de 2023, 2024 e 2025 – todas em 2,50%.

O Ministério revisou para cima sua projeção para a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2021, que passou de 5,90% para 7,90%. Para 2022, a projeção passou de 3,50% para 3,75%.

Na proposta de orçamento de 2022, está prevista a correção do salário mínimo apenas pela inflação, com base na estimativa do INPC, que passou de 6,20% para 8,40% para este ano. Para 2022, a projeção passou de 3,42% para 3,80%.

Se essa projeção se confirmar e não houver mudança no cálculo, o reajuste do salário mínimo em 2022, hoje de R$ 1.100, vai para R$ 1.192,40 no ano que vem, acima da última proposta oficial do governo para o salário mínimo em 2022, divulgada em agosto, de R$ 1.169.

Segundo cálculos do governo, a cada R$ 1 de aumento do salário mínimo cria-se uma despesa em 2021 de aproximadamente R$ 355 milhões.