Geração Tinder faz menos sexo do que seus antecessores, diz pesquisa

RIO – Apesar do universo de aplicativos facilitadores de relacionamentos, os jovens de hoje estão fazendo menos sexo do que a geração anterior. Conhecidos como millennials por terem nascido perto da virada do milênio, as pessoas atualmente na casa dos 20 anos estão atrás da chamada geração X nesse quesito. É o que motra uma pesqusa que analisou dados de 27 mil americanos.

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Segundo a consulta, baseada nas respostas de 26.707 pessoas ao questionário da Pesquisa Geral Social, 15% dos americanos de 20 a 24 anos não fazem sexo pelo menos desde os 18 anos (aí estão incluídos os indivíduos nascidos nos anos 90 que nunca transaram). Já entre os membros da geraçao X, apenas 6% ficaram sem sexo dos 18 até os 24 anos.

Para os pesquisadores de diferentes dos EUA que destrincharam a consulta, os números mostram que a “fila” da geração Tinder anda muito mais lentamente do que se pensava. O estudo foi publicado nesta terça-feira pelo periódico “Archives of Sexual Behaviour”.

– Os aplicativos de encontros, em teoria, deveriam ajudar os millennials a encontrar parceiros mais facilmente, mas a tecnologia pode estar causando um efeito diferente sobre os jovens adultos. Mas a tecnologia pode ter um efeito oposto se esses indivíduos deixam de interagir com outros pessoalmente para ficar na internet e, por isso, fazem menos sexo – analisa Jean M. Twerge, professora de Psicologia da Universidade de San Diego, nos EUA, e autora do livro “Geração Eu”.

Preocupações com a segurança pessoal e a frequência de notícias sobre abuso sexual podem também estar contribuindo para a inatividade sexual dos millennials em comparação com gerações anteriores. Segundo Jean Twerge, esta geração é muito preocupada com a segurança, o que também fica claro com seu consumo reduzido de álcool e seu interresse por “espaços seguros” em universidades.

– É uma geração muito avessa ao risco, e esta atitude pode estar influenciando suas escolhas sexuais.

De acordo com o trabalho, também realizado por professores das universidades da Florida Atlantic e Wildener, ambas nos EUA, outros fatores também podem explicar essa realidade, como a abundância de pornografia on-line, o alto número de jovens adultos morando com seus pais, a idade média cada vez mais avançada com a qual as pessoas se casam hoje e, claro, o crescente entretenimento virtual.

JK

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