Assim como as geladeiras solidárias que garantem alimentos a quem necessita, projetos semelhantes têm ganhado espaço em Cascavel. O eletrodoméstico que já não tem mais serventia em casa também pode transformado em algo que dissemina o conhecimento e a cultura.

É o caso do projeto que recebeu o nome de Geladeiroteca. Uma delas foi doada ao Ceebeja (Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos).

“Basicamente pegamos uma geladeira que iria para os inservíveis e a transformamos numa estante com livros de doação”, comenta Natasha Gouveia Studzinski, coordenadora do Creas II em Cascavel, onde o projeto foi idealizado.

A geladeira foi repaginada com muita criatividade por adolescentes que cumprem medida socioeducativa. “Ela foi decorada com textura de jornal e retalhos de revistas e os adolescentes também puderam praticar técnicas de grafite e de pinturas abstratas”, comenta Edson Lacir do Nascimento, oficineiro que coordenou a ação.

A expectativa é de que o projeto tenha continuidade. “Já estamos conversando para preparar mais uma geladeira, mas precisamos também conseguir doações de livros para abastecer o projeto”, acrescenta o oficineiro.

Solidariedade

No ponto de ônibus na Rua Europa em frente à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Brasília, acadêmicas da FAG também colocaram em prática um projeto de biblioteca solidária. A intenção é de que o público aproveite a espera do ônibus com a leitura de um dos livros armazenados na geladeira e que ao levar algum deles, deixe outro no local.

Armário Amigo

“Doe o que é bom, retire o que precisa” é a mensagem expressada no projeto Armário Amigo, instalado em frente ao Capitão Bebidas, na rotatória da Praça da Bíblia.

A iniciativa é de acadêmicas do 1º ano do curso de direito da Univel. “A ideia partiu com estudo na disciplina de fato social e decidimos abordar a desigualdade social que atinge toda a cidade”, comenta uma das idealizadoras, Fernanda Cristina dos Santos.

A escolha do ponto onde está o armário atende aos moradores de rua frequentemente vistos na região, mas segundo Fernanda o projeto não é limitados a eles. “Esperamos ajudar famílias de baixa renda que muitas vezes não conseguem comprar tudo aquilo que têm necessidade”, explica a acadêmica.

O Armário Amigo pode ser abastecido com alimentos não perecíveis, cobertas, brinquedos e calçados. “É uma troca de ajuda de quem tem e pode ajudar, para quem precisa e não tem condições”, comenta Fernanda.