2016 904339857-2015 865108195-2015 865039438-dru#1.jpg_20151109.jpg_20151110.jpgRIO – Os fundos de pensão que são sócios da Sete Brasil, como Petros (dos funcionários da Petrobras) e Funcef (dos funcionários da Caixa Econômica Federal), estão preocupados com a possibilidade de serem acionados na Justiça por ex-funcionários e fornecedores da Sete Brasil que estão na lista de credores, caso a empresa vá à falência.

A Sete Brasil protocolou seu plano de recuperação judical na Justiça na última sexta-feira, no qual informa serem necessários mais US$ 5 bilhões para terminar a construção de 12 sondas, das quais oito seriam alugadas à Petrobras e quatro para outros operadores.

? Temos receio que credores como trabalhadores e fornecedores nos acionem ? disse Antonio Augusto de Miranda e Souza, diretor de administração da Funcef.

O Fundo investiu R$ 1,7 bilhão na Sete Brasil, em duas rodadas de investimento, e tem 17,65% da empresa. Segundo Souza, já foi feita provisão para a totalidade do investimento.

INVEPAR: FÔLEGO DE CURTO PRAZO

Quanto à venda de R$ 4,5 bilhões em ativos no Peru pela Invepar, na qual a Funcef tem 25%, Souza disse que metade dos recursos serão usados para liquidar debêntures (títulos da dívida) emitidas no ano passado. E a outra metade será usada para honrar dívidas de curto prazo.

? (A venda) resolve momentaneamente a situação da Invepar. A Invepar tem nível de endividamento bem alto ? afirmou o diretor da Funcef.

A Invepar atua em projetos de infraestrutura e mobilidade urbana, como o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e a Linha Amarela, no Rio. Uma de suas sócias é a OAS, que está em recuperação judicial. Além da empreiteira, Funcef, Petros e Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) são sócios da concessionária, com 25% cada.