Foz do Iguaçu – Agora com a promessa oficial de que a fronteira será reaberta na próxima semana, dia 15, os comerciantes se voltam a outro problema: o câmbio.

Dois dias antes de a Ponte da Amizade fechar, o dólar comercial estava pouco abaixo dos R$ 5. Alto, mas ainda menor do que a realidade que devem encontrar agora, com cotação de R$ 6 no chamado mercado paralelo. A desvalorização do real em relação ao dólar afeta diretamente o comércio de fronteira, porque os turistas perdem poder de compra.

“É preciso levar em conta que todas as moedas do mundo sofreram uma desvalorização com a pandemia e na América do Sul, que chegou a 40%, em relação ao dólar. No nosso país, essa desvalorização chegou a 20% e, com os produtos que temos à venda, não podemos ter muita redução de custo”, explica Natalia Ramírez Chang, empresária de Cidade do Leste.

Os traders explicaram que o câmbio ideal é de 3×1, ou seja, R$ 3 para cada US$ 1, muito longe do cenário atual. “A desvalorização do real foi grande e o dinheiro que o turista tem em mãos não tem mais o mesmo valor quando vem comprar no Paraguai. O brasileiro continua ganhando o mesmo e agora, com a diferença cambial, poderá comprar metade do que carregava antes”, disse Ramírez Chang.

Reabertura

Esta semana, o Palácio do Planalto confirmou encontro dos presidentes Jair Bolsonaro e Mario Abdo Benítez na próxima quinta-feira, dia 15, para uma solenidade simbólica de abertura da Ponte da Amizade, fechada desde 18 de março devido à pandemia do novo coronavírus. Os critérios e possíveis restrições ainda não foram revelados.