Toledo – O avanço no desenvolvimento de 1,1 milhão de hectares destinados à soja na região oeste do Paraná no ciclo 2018/2019, conciliado com chuvas frequentes e calor em excesso, tem colocado produtos em alerta máximo.

De uma semana para cá passou de uma para quatro as lavouras comerciais da região onde foram confirmados casos de ferrugem da soja. “Este é um momento bem delicado para o desenvolvimento das plantas, então, se os focos começarem a se proliferar, as perdas podem ser grandes”, reconhece o agrônomo Márcio da Silva.

Segundo o mapa do Consórcio Antiferrugem da Embrapa Soja, há pouco mais de uma semana havia apenas um caso da doença no Distrito de Porto Mendes, em Marechal Cândido Rondon, e nessa sexta-feira (16) a doença já havia atingido lavouras em São Pedro do Iguaçu, Toledo e Nova Santa Rosa. “Essa é uma doença que pode acabar com a planta, a produtividade pode cair muito se o produtor não mantiver atenção plena. O essencial é fazer as aplicações preventivas de fungicidas. O alerta vale principalmente para quem ainda não o fez”, completa o agrônomo.

O Paraná é o estado com maior concentração de casos de ferrugem nesta safra, até o momento. Além das quatro ocorrências na região, há outras sete confirmações em diversas regiões totalizando 11 registros. “Como o fungo pode partir de uma lavoura para outra só pelo vento, é mais uma vez importante reforçar que atenção e prevenção são as melhores alternativas”, considera.

Apesar dessas ocorrências, o Deral (Departamento de Economia Rural) não contabiliza prejuízos nem redução de produção. O oeste deverá produzir neste ano cerca de 3,9 milhões de toneladas da oleaginosa.