Brasília – Em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação, no próximo dia 16 de outubro, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançou a campanha “Um mundo #fomezero para 2030 é possível”. O objetivo é sensibilizar a sociedade para a importância de ações do combate à fome e ao desperdício de alimentos e para a necessidade de desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável.

Após um período de declínio, a fome no mundo está em ascensão novamente. Hoje, mais de 820 milhões de pessoas sofrem de desnutrição crônica, de acordo com o último relatório da FAO sobre segurança alimentar e nutrição. “Conflitos, eventos climáticos extremos ligados à mudança climática, desaceleração econômica e aumento rápido dos níveis de sobrepeso e obesidade estão revertendo o progresso alcançado na luta contra a fome e a desnutrição”, diz a organização.

De acordo com a FAO, enquanto milhões passam fome outros 672 milhões sofrem de obesidade e 1,3 bilhão estão acima do peso. A cada ano, 3,4 milhões de pessoas morrem por causa do sobrepeso e obesidade. Por outro lado, 45% da mortalidade infantil está relacionada à desnutrição.

De acordo com a FAO, para erradicar a fome é preciso uma transformação da economia rural, já que 70% dos pobres do mundo vivem em áreas rurais, dependentes da agricultura, pesca ou silvicultura. “Os governos devem criar oportunidades para maiores investimentos do setor privado na agricultura, ao mesmo tempo em que impulsionam os programas de proteção social para os vulneráveis e ligam os produtores de alimentos às áreas urbanas”, defende a organização.

Além disso, os pequenos agricultores precisam adotar novos métodos agrícolas sustentáveis, para aumentar a produtividade e a renda. Segundo a FAO, garantir a resiliência das comunidades rurais requer uma abordagem consciente do meio ambiente, que aproveite o poder da inovação tecnológica e crie oportunidades de emprego estáveis. Até 2050, a agricultura precisará produzir 50% mais alimentos para alimentar a população. “O Fome Zero vai além da resolução de conflitos e do crescimento econômico, adotando a abordagem de longo prazo para construir sociedades pacíficas e inclusivas”, alerta.