Extinção da Cettrans levará seis meses

Paranhos acredita que em seis meses será possível resolver todas as pendências burocráticas

Reportagem: Josimar Bagatoli

O prefeito Leonaldo Paranhos (PSC) acompanhou o resultado da votação da extinção da Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito). Ele pretende, imediatamente, sancionar o projeto e em seguida terá início o trâmite para a criação da Transitar.

Paranhos acredita que em seis meses será possível resolver todas as pendências burocráticas, como convênios com órgãos estaduais e federais. “Começaremos efetivamente com a liquidação da Cettrans, levantando números, custos e também a aprovação da constituição da nova autarquia, que terá outro orçamento, diferente da Cettrans”.

O economista Vander Piaia está entre os cotados para assumir o cargo de liquidante, que é o responsável por apurar cargos mantidos e os cortados. “Agora, com a decisão da Câmara, vamos conversar com ele [Vander]. Faremos isso o mais rápido possível”.

O presidente da Cettrans, Alsir Pelissaro, será mantido e transferido para a nova autarquia. “Ele, mais do que ninguém, conhece os números da Cettrans”.

Ainda não está claro para o prefeito como ficarão os impostos, se já serão extintos a partir da publicação da lei da extinção, fator que agora passa a ser analisado.

Em relação aos 28 aprovados em concurso para agentes de trânsito, Paranhos afirma que serão convocados para que possam fazer o curso. “Não havia autorizado antes, pois em 60 dias não poderemos pagar os salários com receitas de multas. A criação da autarquia reduzirá os custos, equilibrando o caixa. Como precisamos desses servidores, eles serão chamados imediatamente”.

Votação esmagadora

A maioria dos vereadores decidiu ontem, em duas sessões extraordinárias, pela extinção da Cettrans e pela criação da Autarquia Municipal de Mobilidade, Trânsito e Cidadania, a Transitar. Foram 13 votos favoráveis e seis contrários.

A sessão contou com plenário lotado de servidores da Cettrans.

A discussão começou com a votação do parecer contrário da Comissão de Segurança e Trânsito, que apontava divergências no projeto e um risco de elevado prejuízo – superior a R$ 40 milhões – devido à possibilidade de ações trabalhistas.

Apesar do alerta da comissão, a base governista defendeu que os 230 servidores poderão ser transferidos da empresa pública para a autarquia. “A transposição é possível devido a um parecer do STF [Supremo Tribunal Federal]”, disse o vereador Misael Júnior (PSC).

Ao fim da votação, o sindicato que representa os servidores da Cettrans informou que ingressará na Justiça contra a decisão.

 



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