Cascavel – Os oito maiores exportadores do oeste, que correspondem a 97% do total vendido para fora do País pela região, recuperaram a queda observada no início do ano e fecham os primeiros cinco meses com crescimento de 4,53% em relação ao mesmo período do ano passado, o segundo melhor resultado da história, atrás apenas de 2019, quando haviam sido vendidos US$ 1,022 bilhão.

De janeiro a maio, foram faturados US$ 787 milhões, contra US$ 753 milhões de 2020, já afetados pelo início da pandemia. Neste ano, a maior reação é de maio, com alta de 20,6% na mesma comparação, somando US$ 189,921 milhões, o segundo melhor maio da história, atrás apenas de 2019 (US$ 298,692 milhões).

E, apesar de o agro seguir como carro-chefe das exportações, o maior crescimento do período é de Foz do Iguaçu, onde as vendas são de produtos diversos, como reatores nucleares, produtos cerâmicos, madeira e plásticos puxando a pauta. O Município, duramente afetado pela pandemia por conta do turismo, viu suas exportações crescer 90,6% em um ano, o melhor faturamento de todos os tempos. Medianeira teve alta de 17% e Cascavel, de 6,4%.

Por outro lado, Marechal Cândido Rondon teve queda de 31%, Matelândia caiu 13,9% e Toledo, 10,37%.

Três dos oitos municípios registram em 2021 o maior valor exportado da história: Cascavel (US$ 201 milhões), Foz do Iguaçu (US$ 94 milhões) e Medianeira (US$ 67 milhões). Cafelândia teve o segundo melhor maio, com US$ 156 milhões exportados.

Principais produtos exportados

As exportações de carne, carro-chefe da região, reduziram a queda para 2,8%, somando US$ 567,4 milhões nos cinco meses, respondendo por 72% do total exportado no período. O complexo soja, que vinha em queda, agora tem saldo positivo de 3,3%, totalizando US$ 74,689 milhões no ano. Já o milho segue com as vendas ao exterior praticamente paradas, com queda de 98,3%.

Dentre os principais produtos, Carnes e miudezas de aves segue disparadamente na ponta, com US$ 420,879 milhões, queda de 8% em relação a 2020. Em segundo vêm Carnes suína (US$ 74,489 milhões), alta de 8,45%, e soja (US$ 57,774 milhões), alta de 33,39%.

Destaque para três produtos com forte crescimento, como Madeira (US$ 6,262 milhões), Cimentos hidráulicos (US$ 6,148 milhões) e Legumes de vagem (US$ 5,176 milhões), com crescimentos de 182%, 372% e 390%.

Destinos: Paraguai segue em expansão

Apesar de a China ainda dominar 30,9% das exportações da região, com US$ 243,242 milhões comprados neste ano, o Paraguai segue ganhando espaço na pauta oestina, passando de 9,3% do ano passado para 14,29%, tendo comprado US$ 112,5 milhões nos cinco meses de 2021.

Destaque para as Filipinas, que compraram 242% a mais e subiram de posição, agora como quinto maior parceiro comercial, e o México, com alta de 539%, para onde foram US$ 17,307 milhões neste ano.

 

 

Nacional: Exportações de carne de frango acumulam alta de 4,6%; de suínos, 18,4%

São Paulo – A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) informa que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 414,3 mil toneladas em maio, número que supera em 3,7% o total embarcado no mesmo período de 2020, quando foram registradas 399,4 mil toneladas.

A receita cambial oriunda das exportações no quinto mês de 2021 chegou a US$ 656,3 milhões, desempenho 20,1% superior ao obtido em maio do ano passado, com US$ 546,3 milhões.

No acumulado do ano (janeiro a maio), as exportações chegaram a 1,846 milhão de toneladas, saldo 4,6% maior em relação ao ano anterior, com 1,764 milhão de toneladas. Em receita, a alta acumulada é de 4,8%, com US$ 2,826 bilhões em 2021, contra US$ 2,697 bilhões no ano anterior.

Principal estado exportador, o Paraná embarcou nos cinco primeiros meses deste ano 737,1 mil toneladas, volume 6,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em segundo lugar, Santa Catarina exportou 399,9 mil toneladas (-5,47%). No terceiro posto, o Rio Grande do Sul embarcou 287,8 mil toneladas (+2,31%).

As exportações brasileiras de carne suína (incluindo todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 102 mil toneladas em maio, volume 0,3% menor que o embarcado no mesmo mês de 2020, com 102,4 mil toneladas. A receita gerada pelas vendas de maio alcançou US$ 253,2 milhões, saldo 11,1% maior em relação ao quinto mês de 2020, com US$ 227,9 milhões.

No ano (janeiro a maio), as vendas internacionais de carne suína do Brasil chegaram a 453,9 mil toneladas, volume 18,44% superior ao embarcado no mesmo período do ano passado, com 383,2 mil toneladas. A receita acumulada das exportações do ano alcançou US$ 1,079 bilhão, resultado 22,9% superior ao realizado em 2020, com US$ 878,3 milhões.