Curitiba – O ex-deputado federal André Vargas foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a seis anos de prisão por lavagem de dinheiro. Vargas era filiado ao PT e já está preso por outra condenação na Lava Jato. Leon Vargas, irmão do ex-parlamentar, também foi condenado, assim como a contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Poza, e o empresário Marcelo Simões.

Na época do crime a ele atribuído, Vargas era vice-presidente da Câmara. “André Vargas interveio junto à Caixa utilizando sua influência política – na época era deputado federal – para que a empresa IT7, de Marcelo Simões, fosse contratada em uma licitação fraudada para fornecimento de software para o banco”, acentuou o juiz Sergio Moro.

“A culpabilidade [de André Vargas] é elevada. Conforme restou comprovado na ação penal supramencionada, o condenado recebeu propina não só no exercício do mandato de deputado federal, mas também da função de vice-presidente da Câmara dos Deputados, esta entre os anos de 2011 a 2014, período que abarca os fatos objeto desta ação penal (dezembro de 2013 a fevereiro de 2014). A responsabilidade de um vice-presidente da Câmara é enorme e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes.”

O crime

No processo, os quatro foram considerados culpados pela lavagem de R$ 2.399.850 supostamente provenientes de crimes contra a administração pública. O montante estava ligado, segundo a Operação Lava Jato, a um contrato firmado entre a Caixa Econômica Federal e a IT7 Sistemas Ltda.

Meire Poza foi condenada a dois anos e três meses de reclusão em regime aberto. O juiz substituiu a pena privativa de liberdade “por duas penas restritivas de direito, consistentes na prestação de serviço à comunidade e em prestação pecuniária”.

Simões pegou cinco anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado. O magistrado impôs a Leon Vargas cinco anos de reclusão, em regime inicial semiaberto.