Política

Estado confirma pedágio na BR-163

A princípio, o governo cogita a hipótese de privatizar a rodovia mesmo sem a duplicação concluída

Foto: Arquivo
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Reportagem: Josimar Bagatoli

Toledo – O governo do Estado já antecipou que não vai renovar os contratos de concessão do Anel de Integração, que devolverá à União as rodovias e que ela vai fazer a próxima licitação. A diferença é que, dos atuais 2,5 mil quilômetros do Anel de Integração, o pacote vai contar com 4,1 mil quilômetros com praças de pedágios em todo o Estado. Até o fim do ano, o governo paranaense pretende apresentar as condições do novo certame, que ocorrerá por meio de uma concorrência mundial, na bolsa de valores.

Nesse novo anel, estão confirmadas as rodovias estaduais 092, 323 e 280. Entre as federais constam a 476, 153 e a 163, esta que passa por um processo de duplicação arcado com recursos da União. A princípio, o governo cogita a hipótese de privatizar a rodovia mesmo sem a duplicação concluída: “A BR-163 precisa ir para o Anel de Integração. Se ela já estiver duplicada, o valor da tarifa será ainda menor. Agora, quanto maior o investimento, maior o pedágio. Quando se tem apenas a conservação, a tarifa é bem menor”, explica o secretário de Infraestrutura, Sandro Alex.

O governo federal subsidiou R$ 60 milhões para o estudo sobre a implantação de pedágios nas rodovias. O trabalho é feito em conjunto com a Secretaria de Infraestrutura.

Sandro Alex é deputado federal licenciado para ocupar o cargo de secretário na gestão de Ratinho Júnior e atua com proximidade nessa questão com o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, que foi consultor no Congresso Nacional antes de assumir função a pedido do presidente Jair Bolsonaro. “Não repetiremos os erros do passado. As rodovias estaduais serão delegadas ao governo federal. Faremos o maior leilão do País na bolsa de valores, em uma grande disputa”.

Articulações recentes com embaixadores em Brasília e viagens a Nova York tiveram como propósito atrair investidores: “Exigiremos que as obras se iniciem logo no começo das concessões, com os investimentos garantidos e uma tarifa de no mínimo metade do valor atual. Isso está sendo feito pelo governo federal e esperamos apresentar logo no fim do ano os estudos”.

Abandonadas

Conforme levantamento feito pelo secretário Sandro Alex, a gestão anterior deixou 10 mil quilômetros de rodovias abandonadas: “Nossa maior dificuldade hoje é conservar as estradas… Recebemos 10 mil quilômetros de rodovias sucateadas, que estão em condições lastimáveis. O governador [Ratinho Júnior] determinou que façamos o maior programa de recuperação. Todos os lotes estavam judicializados, suspensos no Tribunal de Contas, e agora vamos entrar em definitivo nas adequações”.