Quem passa pela Escola Municipal Terezinha Picoli Cezarotto, no Bairro Consolata, zona norte de Cascavel, tem a impressão que o local foi fechado e abandonado. O mato toma conta dentro e fora dos portões, o muro está quebrado, há muita sujeira, fitas cassetes espalhas e muitos outros sinais de vandalismo. Na verdade, a escola apenas “tirou férias”.

Apesar da cobrança para a população cuidar dos quintais e recolher o lixo devido à proliferação de insetos, quem deveria dar exemplo não está fazendo a lição de casa.

A dona de casa Sônia Reis costuma caminhar pelas ruas do entorno da escola e lamenta a situação: “Sempre esse descaso… Mato muito alto, vandalismo, tudo… Falta manutenção, cuidado mesmo com a escola”, avalia.

No ginásio, o banheiro virou depósito, onde tem um freezer desligado, livros e caixas de fita cassete.

Do lado de fora, na Rua Orlando Silva, o mato impede que os pedestres usem a calçada.

Sônia conta que o abandono vira moradia aos vândalos: “Sempre entram adolescentes na escola pela cerca quebrada. Fazem o que querem lá dentro. Eu nunca vi um guarda sequer nessa escola”.

Sem ninguém no local, a reportagem do HojeNews teve acesso fácil ao interior da escola, pelo muro quebrado. Não há alarmes, muitos pontos sem câmeras de monitoramento e nenhum guarda patrimonial.

Cronograma

A secretária de Educação de Cascavel, professora Marcia Baldini, disse que o mato alto da Escola Municipal Terezinha Picoli Cezarotto deve ter fim até 7 de fevereiro. “Estamos seguindo o cronograma. Todas as escolas estão passando por limpezas, podas e corte de grama, mas até o dia 7 tudo estará pronto”, garante.

Contudo, a secretária desconhecia a situação de abandono e vandalismo da escola e disse que vai cobrar a direção por que não comunicou o problema.

Guarda vai verificar

Na questão de segurança, o diretor da Guarda Patrimonial, Avelino Novakoski, disse que vai averiguar o que aconteceu na Escola Terezinha Picoli. Segundo ele, não há guardas fixos em todas as escolas devido à quantidade de servidores. “Nos locais onde não há servidor fixo mandamos a patrulha da Guarda Municipal, da própria Guarda Patrimonial e a polícia [Militar] também passa pelos locais”, disse.

O que complica o trabalho é “que o pessoal que entra escondido, que vandaliza, espera a guarda e a polícia passar, ou quando veem a gente chegando saem às pressas do local. São situações complicadas. Mas vamos investigar”, garantiu Novakoski.