Acadêmicos e professores da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) tanto esperaram pela contratação de intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e agora podem comemorar. É que em julho, quatro meses depois do início do ano letivo, a universidade contratou, via Processo Seletivo Simplificado, sete técnicos administrativos para suprir essa demanda.

Os novos profissionais, que possuem contrato de um ano prorrogável pelo mesmo período, foram distribuídos da seguinte forma: dois para o câmpus de Cascavel, atendendo um aluno e um professor surdos; dois em Toledo (um aluno e um professor); um em Foz do Iguaçu (para dois acadêmicos); um em Francisco Beltrão (um aluno e um docente) e um em Marechal Cândido Rondon (para um professor).

De acordo com o diretor social e cultural da Surdovel (Associação dos Surdos de Cascavel), Julio Marcos Souza, por enquanto o problema, que é antigo na instituição, está resolvido. A preocupação, porém, retorna ao fim de cada contrato, já que as admissões são temporárias e há anos não há concurso público.

Na Justiça

Mas a contratação dos intérpretes de Libras só veio depois de muita cobrança. O caso foi parar na Justiça e em junho deste ano houve um desdobramento decisivo. O Judiciário concedeu liminar favorável ao Sinteoeste (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Superior do Oeste do Paraná) e à Surdovel que obrigou a Unioeste a realizar as contratações em até 180 dias a contar da data de expedição do documento. Caso a instituição descumprisse a ordem judicial, seria obrigada a pagar multa diária de R$ 500.

Distribuição de intérpretes de Libras
Cascavel 2
Toledo 2
Foz do Iguaçu 1
Francisco Beltrão 1
Mal. Cândido Rondon 1