No começo do ano, artigos de publicações nacionais e estrangeiras afirmavam que, entre as tendências do marketing digital para 2018 estavam, principalmente, a compreensão do comportamento das pessoas na web para poder interagir com elas, como publicou a revista Forbes em janeiro.

Uma das soluções propostas era que as plataformas de comunicação fossem pensadas durante o ano de forma unificada, como se as marcas pudessem ter um único canal de diálogo com seus clientes.

Outra era apostar com mais vigor nos aplicativos de smartphones, que acabaram 2017 com 28% do total de vendas do e-commerce, conforme dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Este ano, a expectativa é que esse número chegue a 33% em dezembro.

O Google também já percebeu essa mudança e, desde 2017, testa um modelo de indexação cuja ideia é que as visualizações pelo celular também sejam consideradas pelos critérios de rankeamento. Sem contar o crescimento do mercado de chatbot no país durante o ano, como mostrado pelo IDG — liderado por empresas como a Zenvia.

As tendências para o marketing digital em 2019 parecem apontar para a consolidação do que era esperado para 2018: nas agências, o ano que vem será de redefinição dos canais de interação entre as empresas e os clientes e intensificar as vendas por meio dos celulares, acreditam os profissionais do setor.

O diretor do portal Academia do Marketing, Alberto Valle, diz que há uma demanda efetiva dos usuários que usam a internet para fazer compras por conteúdo esclarecedor.

"As pessoas querem informações que agreguem ao cotidiano delas. Isso geralmente envolve saber o que está acontecendo no mercado ou um esclarecimento sobre a empresa e o próprio produto", diz.

O setor de marketing digital também olha cada vez mais para a expansão de buscas online por meio de aplicativos de voz. Segundo expectativas da empresa de TI estadunidense Gartner, 30% das operações feitas por meio de celulares em 2019 não terão o uso das mãos, mas apenas a voz.

"Eliminando a necessidade de usar nossas mãos e olhos para navegar, as interações vocais estendem a experiência da web para múltiplas atividades como dirigir, cozinhar, andar, se exercitar, operar uma máquina, se socializar, etc.", diz um trecho de um artigo publicado recentemente em sua página.

Para Valle, da Academia de Marketing, os dados sobre o uso de voz nas buscas indicam que as empresas deverão investir mais em inteligência artificial. Em 2017, gigantes como o Google e a Amazon colocaram à disposição dos seus clientes seus primeiros dispositivos de voz. "A busca por voz afeta as estratégias de SEO e exige a incorporação de comandos de voz nas estratégias de busca orgânica", finaliza.