Em coletiva de imprensa da OMS (Organização Mundial da Saúde), nesta sexta-feira (30), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um apelo aos países que tenham doses extras de vacina contra a covid-19 para que dividam com o Brasil, “Para que possamos avançar com nossa ampla campanha” e evitar a “proliferação de novas linhagens e variantes do vírus”, diz.

Ele disse que, ao assumir o Ministério da Saúde, comprometeu-se com a aceleração da vacinação contra a covid-19 e que busca orientar a população brasileira sobre medidas não farmacológicas. “Eu me comprometi com a aceleração da vacinação e busquei orientar a população brasileira, de maneira clara e objetiva, sobre as medidas não farmacológicas cientificamente comprovadas: uso de máscara, lavagem das mãos e respeito ao distanciamento social. Busquei conciliar a adoção de medidas sanitárias com a necessidade emprego e renda da população brasileira”, afirma Queiroga.

Contudo, o ministro Marcelo Queiroga não falou sobre as 400 mil mortes pela doença no Brasil, marca atingida na quinta-feira (29), a qual foi mencionada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Queiroga disse ainda que o Ministério está “na iminência de assinar” um contrato com a Pfizer para aquisição de mais 100 milhões de doses de vacina e afirmou acreditar ser possível imunizar a população brasileira até o fim de 2021: “Temos doses suficientes para o segundo semestre, e (assim) é possível garantir que até o fim de 2021 tenhamos a nossa população inteiramente vacinada”.

Até quinta-feira (29), o Brasil conseguiu aplicar a primeira dose de vacina contra a covid-19 em 14,74% da população, e 7,15% receberam a segunda dose, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa.

“Brasil não pode baixar a guarda” – O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a atenção do mundo está voltada para a escalada da covid-19 na Índia, mas que outros países também estão vivendo transmissão intensa, destacando que o Brasil foi um dos mais afetados pela pandemia. “Desde novembro, o Brasil teve uma crise aguda, incluindo casos, hospitalizações e mortes entre jovens. Os casos agora diminuíram por quatro semanas seguidas, hospitalizações e mortes também. São boas notícias, esperamos que continuem. Mas a pandemia nos ensinou que nenhum país pode baixar a guarda”, reforça.

 

Fonte: Jornal O Globo