Ícone dos anos 50, a Petrobras teve papel fundamental no desenvolvimento econômico brasileiro, mas sempre rendeu uma boa polêmica. No governo petista, ganhou a defesa de que “a Petrobras é nossa” e a notoriedade pelo milagre do pré-sal, que até hoje ninguém entendeu direito, tampouco provou tudo aquilo que o santo prometia.

De fato mesmo, nesse período revelou ser a “casa” de um dos maiores escândalos da política brasileira, o chamado Petrolão, que financiou dezenas de políticos, boa parte deles hoje atrás das grades, inclusive o ex-chefe do Executivo federal e líder máximo petista, Luiz Inácio Lula da Silva.

A Lava Jato se consolidou em meio aos bilhões desviados dos cofres da Petrobras dentro e fora do País e ainda não se chegou à ponta do iceberg.

Em meio a isso, a nova política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras ano passado foi o estopim para um dos maiores caos já registrados no País: a greve dos caminhoneiros, que paralisou o Brasil durante dez dias de maio e causou um prejuízo bilionário.

A pouco mais de um mês da troca de governo, a Petrobras volta ao centro das discussões. O futuro governo discute privatizar parte da estatal e deixar só o que “de fato interessa ao País”.

Qual parte é essa ainda deve ser revelada em detalhes nos próximos dias, mas, ao que tudo indica, pelo menos a distribuição de combustíveis deve ser lançada para a iniciativa privada.