O governador de São Paulo, João Doria, disse ontem (26) que a vacina chinesa contra o novo coronavírus, chamada CoronaVac, poderá estar disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) a partir de dezembro. Isso vai depender de resultados positivos da terceira fase de testes e de aprovação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

No entanto, nem toda a população brasileira poderia ser vacinada em dezembro, já que a produção ainda seria insuficiente. A expectativa é de que inicialmente sejam disponibilizadas 45 milhões de doses, enviadas pela China.

Depois, caso seja aprovada, a vacina passaria a ser produzida no País pelo Instituto Butantan, que tem capacidade atualmente de produzir 120 milhões de doses, o suficiente para vacinar 60 milhões de pessoas (já que essa vacina seria aplicada em duas doses).

O Butantan busca duplicar sua capacidade de produção. Para isso, ele precisa de doações de R$ 130 milhões da iniciativa privada. Até o fim de julho, o Estado arrecadou R$ 96 milhões da iniciativa privada para dobrar essa capacidade de produção.

Rússia planeja lançar 2ª vacina

A Rússia está se preparando para aprovar uma segunda vacina contra covid-19 no fim de setembro ou início de outubro, disse a vice-primeira-ministra, Tatiana Golikova, nessa quarta.

Falando em uma reunião de governo televisionada, Golikova disse ao presidente Vladimir Putin que testes clínicos de estágio inicial da vacina, desenvolvida pelo Instituto de Virologia Vector da Sibéria, serão finalizados até o fim do mês que vem.

“Até o dia de hoje, não houve complicações entre aqueles vacinados nos estágios inicial e intermediário dos testes”, garantiu.