Ampliar a doação de sangue no País, sensibilizando novos doadores. Esse é o objetivo da campanha nacional “Doe Sangue Regularmente, Tem Sempre Alguém Precisando de Você”, do Ministério da Saúde, que é intensificada no Dia Nacional do Doador de Sangue, comemorado neste domingo (25).

No Brasil, cerca de 1,6% da população doa sangue – 16 a cada mil habitantes. Embora o percentual fique dentro dos parâmetros da OMS (Organização Mundial de Saúde) – de pelo menos 1% da população -, o Ministério da Saúde tem trabalhado para aumentar o número de doadores.

A doação é 100% voluntária e beneficia qualquer pessoa, independentemente de parentesco com o doador.

O sangue é essencial para os atendimentos de urgência, realização de cirurgias de grande porte e tratamento de pessoas com doenças crônicas, como a Doença Falciforme e a Talassemia, além de doenças oncológicas variadas que, frequentemente, necessitam de transfusão. Apenas uma doação pode beneficiar até quatro pessoas. “Uma das prioridades do Ministério da Saúde é manter os estoques de sangue abastecidos. É importante reforçar esse ato de solidariedade, que é a doação de sangue, em meses, como novembro, que precedem períodos de estoques baixos, devido à proximidade das férias, de datas comemorativas de fim de ano, carnaval e outros períodos de feriados prolongados”, destaca o coordenador de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Flávio Vormittag.

Público doador

No Brasil, dados revelam que a doação é maior entre jovens na faixa etária de 18 a 29 anos, representando 42% dos doadores. Anualmente, em média, 3,3 milhões de pessoas doam sangue e aproximadamente 2,8 milhões realizam transfusão sanguínea no País. Do total de doadores no ano passado, 60% são homens.

Existem no País 32 hemocentros coordenadores e 2.034 serviços de hemoterapia, incluindo hemocentros regionais, núcleos de hemoterapia, unidades de coleta e transfusão, central de triagem e laboratorial de doadores. No Brasil, estima-se que ainda 32% das doações são motivadas por familiares e amigos de pacientes.

Em maio o Ministério da Saúde – em trabalho conjunto com o Facebook – lançou uma ação inédita. A partir da manifestação como doador (a) em seu cadastro na página da rede social, o usuário passa a receber notificações quando os bancos de sangue próximos realizarem eventos para atrair voluntários ou fizerem solicitações urgentes para reforçar o estoque de sangue. Para garantir que essa ferramenta possa beneficiar pessoas em todo o Brasil, o trabalho também envolve bancos de sangue centrais e especialistas em saúde. A ferramenta também está disponível na Índia, em Bangladesh, e no Paquistão, onde mais de 8 milhões de pessoas se registraram para serem doadoras de sangue na rede social.

Referência

O Brasil é referência em doação de sangue na América Latina, no Caribe e na África. Desde 2009, a experiência brasileira é utilizada em cooperações técnicas com mais de dez países para o fortalecimento e desenvolvimento da promoção da doação voluntária de sangue, qualificação da atenção integral à pessoa com Doença Falciforme e aperfeiçoamento da produção de hemocomponentes. Honduras, El Salvador e República Dominicana são exemplos de parceiros em projetos para o fortalecimento da doação voluntária de sangue.

Condições para doar

No Brasil, pessoas entre 16 e 69 anos podem doar sangue. Para os menores de 18 anos é necessário o consentimento dos responsáveis e, entre 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos. Além disso, é preciso pesar mais de 50 quilos e estar em bom estado de saúde. O candidato deve estar descansado, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação e não estar de jejum. No dia, é imprescindível levar documento de identidade com foto.

A frequência máxima é de quatro doações anuais para o homem e de três doações anuais para a mulher. O intervalo mínimo deve ser de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres. Encontre um hemocentro mais perto da sua casa.