Reportagem: Juliet Manfrin

Marechal C. Rondon – Questionado há cerca de um mês sobre a continuidade das obras de duplicação da BR-163 entre Toledo e Marechal Cândido Rondon (39,8 quilômetros) e de Cascavel a Marmelândia (74 km), em risco devido à falta de recursos após o contingenciamento de R$ 10 bilhões pelo governo federal, a Superintendência do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) no Paraná respondeu nesta semana que o “trecho Cascavel-Marmelândia segue em ritmo normal de execução e que o andamento da obra e sua conclusão estão vinculados à disponibilidade de recursos orçamentários”, mas não informou se há previsão de liberação de recursos.

Como noticiado na última terça-feira (13), as duas obras estão com os dias contados. Sem previsão de repasse neste ano nem ano que vem, elas devem parar em um ou dois meses.

De acordo com o Dnit, o percentual de avanço das obras até Marmelândia, está em torno de 70%. “Quanto ao pagamento ao consórcio responsável, o valor medido até o mês de julho de 2019 foi de R$ 403.286.282,67”. Esse trecho está orçado em R$ 579 milhões. Ontem foram liberados mais R$ 15 milhões, restando assim cerca de R$ 161 milhões a serem pagos.

Quanto ao trecho de Toledo a Marechal Rondon, o Dnit informa que “segue em ritmo normal de execução”. O percentual de avanço das obras está em torno de 47% e o valor medido até o mês de julho de 2019 era de R$ 144.526.868,80 de um total de R$ 306 milhões que o trecho vai custar. Ali, faltam ainda R$ 162 milhões.

As obras tiveram início em 2015 e o cronograma original previa sua conclusão no fim de 2018. Devido ao atraso de repasses, o cronograma foi transferido para o fim de 2020, mas agora já não tem mais data para acabar, porque não há previsão orçamentária dos R$ 323 milhões que faltam a ser repassados.

Alça em Santa Maria

O Dnit também foi questionado sobre uma alça construída em trevo, no distrito de Santa Maria, em Santa Tereza do Oeste, também na BR-163. Populares relatam que a alça apesar de pronta há meses, nunca foi liberada impedindo o acesso ao distrito para quem trafega de Lindoeste/Cascavel. Comerciantes do entorno relataram à reportagem que a justificativa dada pela não liberação seria que a alça foi construída errada, comprometendo a segurança do tráfego e por isso, não recebe o fluxo de veículos ainda. Esta situação não foi confirmada pelo Dnit ao afirmar que ela “ainda não foi liberada, pois os serviços não estão totalmente concluídos e que ainda restam alguns serviços a serem executados, a exemplo da sinalização horizontal e vertical”.