Foz do Iguaçu – O diretor de Vigilância em Saúde do Paraguai, Guillermo Sequera, que acompanha a reabertura da Ponte da Amizade e outras fronteiras com o Brasil, ocorrida na última quinta-feira, não vê aumento do risco epidemiológico para o Paraguai nem para o Brasil.

“Deve haver um nível muito importante de ocupação de leitos em ambos os lados. Se for acontecer alguma coisa, teremos sinais do Brasil, onde a onda de infecções chegou bem mais cedo que aqui [Paraguai]. O acompanhamento epidemiológico não será só para o nosso país, mas também para as grandes cidades vizinhas”, explicou, descartando um novo pico de infecções.

Guillermo Sequera destacou que existe um diálogo fluido com as autoridades brasileiras, o que permitiu a reabertura das fronteiras. “A abertura não será total, não será normal como antes, mas será aos poucos. Já conhecemos o vírus, sabemos como é o contágio e há coisas que devemos fazer no dia a dia”.

Sequera sublinhou a responsabilidade dos comerciantes no que diz respeito ao cumprimento das medidas sanitárias: “Se houver um surto em um negócio, em última análise será um problema econômico para os proprietários”.

 

Argentina

Apesar da reabertura da Ponte da Amizade, que havia sido fechada dia 18 de março devido à pandemia do novo coronavírus, a outra ponte na tríplice fronteira, a Tancredo Neves, que liga o Brasil à Argentina, não tem ainda previsão de ser reaberta.