Dilma critica Cunha e diz que não mentiu durante processo eleitoral

Presidente afirma que deputado deu ?contribuição danosa? para o bem-estar do país

BRASÍLIA — Questionada pelo senador Magno Malta (PR-ES), favorável ao impeachment, a presidente afastada Dilma Rousseff negou, na tarde desta segunda-feira, que tenha mentido durante as eleições de 2014 sobre o tamanho da crise econômica. Em tom irônico, o senador começou sua pergunta dizendo achar “admirável” os aliados continuarem ao seu lado, e os chamou de “espíritos de cachorro”.

JK

— Eu não menti no processo eleitoral, o que o senhor não pode querer é que só nós antecipássemos o tamanho da crise que vinha pela frente. Nós não temos uma bola de cristal para antecipar. É próprio do ser humano querer controlar o futuro, mas estamos no reino das estimativas. Sinto muito, mas o senhor não controla a realidade. Não se trata de relação de verdade ou mentira, mas de uma relação de estimativa — justificou-se Dilma.

Antes, a presidente afastada fez duras críticas ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável por iniciar o processo de impeachment na Câmara. Dilma afirmou que Cunha deu “contribuição danosa” para o bem-estar do país durante o seu governo. Segundo ela, o peemedebista não queria aprovar, por exemplo, a Lei dos Portos sem que fossem contemplados “interesses estranhos” do deputado afastado.

— A contribuição dele foi a mais danosa possível, e vinha sendo já bem danosa quando tentamos aprovar ainda antes, em 2014, a Lei dos Portos, porque o deputado não queria a aprovação sem contemplar alguns interesses estranhos. Eram várias pessoas que o senhor Eduardo Cunha tinha um relação não muito republicana quando se tratava da aprovação de projetos — criticou a petista.

JK

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