A defesa do Prefeito de São Miguel do Iguaçu, Claudio Dutra, se posicionou sobre as duas operações policiais desencadeadas nesta semana. Por meio de um áudio encaminhada à reportagem da Rádio Jornal, o Advogado Rodrigo Botelho questiona a competência das justiças Estadual e Federal em situações similares.

“Os fatos são produto de uma delação que foi encaminhada para uma e outra instância. Não observamos num primeiro momento nenhum interesse da União que justiçasse a atuação da Justiça Federal, inclusive porque os mesmos fatos são apurados pela Justiça Estadual”, afirma Botelha.

Em relação aos crimes investigados, Botelho nega suposto desvio na ordem de R$ 60 milhões e aponta uma falha de interpretação. “Os mesmos fatos foram entendidos como lícitos na esfera cível pelo Tribunal de Justiça do Paraná e o próprio juiz de São Miguel do Iguaçu entendeu que não houve improbidade administrativa envolvendo licitações de empresas de serviços médicos. Os serviços foram todos prestados, houve pagamento de médicos, os valores não foram superfaturados. Foi tudo dentro da legalidade e isso já foi reconhecido pela Justiça Civil”, disse o advogado.

Dutra foi um dos alvos da Divisão de Combate à Corrupção da Polícia Civil na última segunda-feira (05) em uma ação que investiga corrupção envolvendo o transporte escolar. Já na quarta-feira (07) a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão no âmbito da Operação Apocalipse, que apura irregularidades em licitações em áreas como saúde, limpeza pública e lazer.

Ainda segundo o Advogado Rodrigo Botelho, a defesa buscará elementos para comprovar o erro de interpretação. “Não há crime. O prefeito nega as acusações. Nós seguimos firmes na luta tentando comprovar que sua prisão é totalmente desnecessária e acreditamos sim na soltura do prefeito”, finaliza Botelho.

Fonte: Rádio Jornal São Miguel