A pediatria do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop) ganhou mais cor. Crianças e adolescentes internados no hospital tiveram a oportunidade de colocar a mão na massa durante a oficina de graffite na unidade. Com pincel e tinta, eles deixaram o espaço renovado e mais alegre, e ainda puderam viver uma experiência única. Flores, letras, amarelinha, animais, tomaram conta da área externa da pediatria.

“Eu já amo a arte desde pequeno, então esse dia foi ótimo. A cor e a imaginação nesse local com essa arte vão deixar as crianças muito felizes”, conta Vitor Kauã, de 13 anos. A oficina de graffite ministrada aos pacientes foi possível através de um projeto do Conselho dos Municípios Lindeiros com a Itaipu.

Quem ensinou um pouco mais sobre essa arte foi a artista Jay Moraes, que participou pela primeira vez do projeto. “O objetivo é não só deixar a área mais colorida, mas também mostrar para os adolescentes o poder e a capacidade deles de trabalharem com a arte, de transformarem o mundo interno e o mundo externo, além de desenvolverem habilidades, a coordenação motora, criatividade e a reflexão que a arte traz”, comenta Jay.

APOIO – Durante a oficina, Jay Moraes realizou os contornos e auxiliou as crianças e adolescentes com os desenhos. As artes remetem também às brincadeiras e memórias de infância. “Estar em contato com as crianças e adolescentes em qualquer contexto já muito grande para mim, e o contexto de agora mais ainda, porque é na intenção de trazer reflexão e autoconfiança a eles”, disse a artista.

Ao final, além de renovar o espaço da ala, a interação entre os pacientes também foi um dos resultados da oficina. “Buscamos os jovens para participarem juntos, para interagir e deixar esse espaço especial para as crianças”, conta a gestora ambiental do Conselho dos Municípios Lindeiros, Jane Dall’Agnol.

Para quem é mãe, acompanhar o filho na oficina também foi gratificante. “É muito importante mostrar a eles que o graffiti é uma arte, além de toda essa interação que eles estão tendo”, disse Joice Rodrigues, mãe do Vitor Kauã.

A atividade foi organizada com a ajuda da equipe do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho do Huop, que idealizou a oficina junto ao Conselho dos Municípios Lindeiros e com a Itaipu.

(AEN)