CORONAVÍRUS

Covid-19: Cai procura pela vacina e Saúde faz “alerta” pela imunização

11 de maio de 2022 às 08:05
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Curitiba – O mês de abril é o terceiro mês consecutivo em que caiu a procura pela a vacina contra a Covid-19 no estado do Paraná, de acordo com dados do Vacinômetro Nacional, acompanhando a tendência nacional de queda nos primeiros meses do ano. Os resultados foram divulgados ontem (10) pela a Secretaria de Estado da Saúde, nesta terça-feira.

Segundo a secretaria, a vacinação está em queda desde janeiro, quando houve um fenômeno inverso. Naquele mês a procura aumentou na comparação com dezembro, devido à chegada da variante Ômicron e o prazo para segunda dose de crianças e adolescentes. No entanto, nos meses seguintes os números só baixaram. Em abril, pouco mais de 856,3 mil doses foram aplicadas no Estado, quase 54% a menos que janeiro (1,8 milhão). Foram, ainda, 1.525.048 em fevereiro e 1.099.093 em março.

No Brasil, a redução neste período foi ainda maior. Em janeiro, mais de 27,3 milhões de doses foram aplicadas, e em abril, pouco mais de 11 milhões, uma queda de quase 60%. Em fevereiro foram 23.482.978 e em março, 16.366.942. O secretário estadual de Saúde, César Neves, alertou que a baixa procura pelos imunizantes contra a Covid-19 se deve, em grande parte, à falsa sensação de proteção.

Segundo ele, também tem o fator calendário, já que muitas pessoas que tomaram as duas primeiras doses interromperam as visitas aos postos de saúde para as doses adicionais. “Assim como outras doenças, a imunização do coronavírus precisa ser reforçada, seja com a segunda dose ou doses de reforço. É o que apontam os estudos e é o que estamos orientando os municípios”, reforçou.

Dentre todas as etapas de vacinação de primeira, segunda, terceira, quarta dose e dose adicional–, a que mais sofreu impacto foi a terceira dose. No início do ano, o Paraná registrou 1.235.074 aplicações e, em abril, apenas 370.209 doses, queda de mais de 70%. Dados da Rede Nacional de Dados em Saúde apontam que pelo menos 4,3 milhões de paranaenses estão com a dose em atraso. A faixa etária com maior número de “faltosos” tem entre 25 a 29 anos (555,1 mil pessoas), seguida por 20 a 24 anos (551,5 mil) e 30 a 34 anos (515,4 mil).

Já com relação à segunda dose, em janeiro deste ano o Estado registrou 300.870 aplicações. No mês passado, o número baixou para 184.597, uma redução de 38,6% no período.  De acordo com a RNDS, 1,3 milhão de paranaenses estão com esta dose em atraso. A maioria dos “faltosos” tem idades de 5 a 11 anos (400 mil crianças), seguido pela faixa de 12 a 17 anos (231,4 mil) e 20 a 24 anos (150,5 mil).

“Estes dados são importantes para analisarmos a necessidade de uma nova chamada para a vacinação no Paraná. Precisamos que a população se conscientize que, se não reforçarem a proteção contra o vírus, aumentam a chance do agravamento clínico dos casos confirmados, com maiores riscos de internamentos, até mesmo levando a óbito”, disse o secretário de Saúde.

 

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Paraná tem 43 mil casos e 12 óbitos por dengue

 

Curitiba – O boletim semanal da dengue, publicado nesta terça-feira (10) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), apontou que o estado tem 43.751 confirmações da doença, ou seja, 6.703 casos a mais em relação aos números do informe anterior, um aumento de cerca de 18%. Além disso, foi confirmada a morte de mais três pessoas no Estado, uma mulher de 95 anos de Cascavel e dois homens, um de 20 anos morador de Maringá (Noroeste) e um de 85 anos de Londrina.

Os óbitos ocorreram entre os dias 26 de março e 14 de abril de 2022. Desde o início do período, o Paraná soma 12 mortes pela doença. O Estado já confirmou a condição epidêmica de dengue por conta dos casos prováveis e confirmados, que estavam acima do esperado para o período. Diante deste cenário e do aumento dos casos, os técnicos em todos os níveis do governo intensificaram as ações de Vigilância Ambiental.

Conforme o secretário de estado da Saúde, César Neves, as equipes estão atuando em todas as regiões do Estado para que os casos de dengue não subam ainda mais. Reforço o pedido para que a população fique atenta a todo e qualquer foco ou onde o mosquito possa se proliferar. A dengue mata e por isso precisamos da ajuda de todos.

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