Confusão com nome de residencial mal feito prejudica família tradicional de Cascavel

Conjunto Habitacional Pazzinatto recebeu nome da loteadora, mas foi construído pela Cidade Bela, de Toledo

Reportagem: Milena Lemes

Nos últimos meses, os diversos problemas de infraestrutura no Conjunto Habitacional Pazzinatto, na zona norte de Cascavel, têm ganhado espaço na mídia pois apartamentos apresentam rachaduras, infiltrações e em alguns deles o teto já desabou. Sem respostas da construtora e da Caixa Econômica Federal, as famílias buscaram ajuda com vereadores e com a imprensa. O conjunto foi feito pela construtora Cidade Bela, de Toledo.

Contudo, o nome do residencial constantemente na mídia tem prejudicado a família Pazzinatto, que tem uma imobiliária em Cascavel e que está perdendo vendas com a situação, porque seu nome acabou associado com a obra mal feita. “O movimento diminuiu porque as pessoas associam o nome do prédio com a nossa imobiliária”, explica Jerri Ricardo Pazzinatto.

Ele conta que há cerca de 20 anos a família fez o loteamento da área e uma das exigências é a destinação de um terreno para obras públicas, como praça e escola. Contudo, o terreno foi usado para um conjunto habitacional popular.

“Nós entramos com o processo de loteamento na prefeitura, fizemos toda a infraestrutura que a prefeitura e a lei exigem, foi feito o asfalto, a parte de energia elétrica, o meio-fio, e, inclusive, a doação da área de utilidade pública. Não fizemos favor ou gentileza, fizemos a nossa obrigação”, detalha Jerri.

Cumpridas as exigências legais, a família vendeu os lotes e o local ganhou o nome de Parque Residencial Pazzinatto.

Contudo, há três anos e meio foi entregue para a população o Conjunto Habitacional, que acabou levando o nome Pazzinatto, mesmo sem autorização da família. Jerri diz que até este ano nem sabia disso. “Simplesmente construíram e deram esse nome, não sei por qual motivo, mas não foi pedida autorização para nós”.

Até nem teria problema, não fosse o fato de o local agora ser associado à má construção e, pior, ao descaso da construtora, cuja situação já foi levada aos Ministérios Públicos Federal e Estadual.

“Precisamos esclarecer para os órgãos de imprensa e para a população em geral que a gente não tem um tijolo ali, o residencial construído não é de nossa responsabilidade, mas estamos sendo lesados”, acrescenta Jerri.

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