De acordo com dados divulgados pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), a venda de imóveis na planta teve um sobressalto no ano de 2018. Neste período, houve pouco mais de 4 mil unidades comercializadas, 11,2% a mais do que no ano anterior. Os resultados foram puxados pelos apartamentos na planta.

Quem compra imóveis nessa condição tem algumas vantagens, como valorização do apartamento até a entrega das chaves, além de maior possibilidade de escolha entre as plantas disponíveis e o andar preferido pelo cliente.

Para quem não tem dinheiro em caixa para fazer a aquisição de imóveis, existem algumas alternativas. Uma delas é a contratação de um consórcio imobiliário, em que o consumidor paga mensalmente uma determinada quantia para ter acesso ao crédito.

De acordo com dados publicados pelo jornal Gazeta do Povo, em fevereiro de 2019 houve crescimento de 15% no volume de créditos comercializados via consórcio, em comparação com o mesmo período de 2018. As informações são da Ademilar Consórcio de Investimento Imobiliário.

Outra opção é por meio do leilão Curitiba. Nessa modalidade de transação, os imóveis geralmente são provenientes de processos judiciais por falta de pagamento de dívidas com uma instituição financeira. Os valores de apartamentos leiloados costumam ficar abaixo do preço praticado pelo mercado, mas possuem suas especificidades, como a possibilidade de ter que acionar o antigo morador na Justiça.

Mercado de luxo

Um segmento imobiliário que foi pouco afetado pela crise foi o da venda de imóveis de luxo em Curitiba. Apesar de levar um tempo maior para serem vendidas, as unidades garantiram um bom faturamento às empresas. O número de edifícios de luxo ou superluxo lançados em 2019 cresceu 250%, de acordo com a Ademi-PR. O metro quadrado nesses imóveis pode custar R$ 12 mil, e o preço do apartamento pode estar na casa dos milhões.

Alguns fatores fazem da capital do Paraná um lugar visado por empresários de outras regiões e pelo público estrangeiro. Entre eles, estão a localização estratégica, a boa infraestrutura e a segurança oferecida pela cidade. Para quem procura esse tipo de imóvel, o menor tem 400 m² de área privativa, no caso dos apartamentos; para casas, a área tem pelo menos 700 m².

Para as construtoras, os bairros mais procurados são Batel, Ecoville e Bigorrilho. Em Campo Comprido, normalmente se localizam os edifícios de luxo, enquanto Santa Felicidade fica com as casas de alto padrão. Aqui, nada de financiamento ou crédito imobiliário. Na maior parte das vezes, os imóveis são vendidos à vista mesmo.