Corrupção: cerco a Beto Richa

Informes de colunistas de grandes veículos nacionais convergem em torno de sintoma de que o pior está por vir para o ex-governador Beto Richa. Agora, seguindo-se ao jornalista Lauro Jardim, d’O Globo, também Ricardo Boechat, da Rede Bandeirantes, faz referência a possíveis “novidades” que podem complicar a vida de Richa. Já teriam sido entregues ao Ministério Público pelo ex-deputado Tony Garcia horas de gravações comprometedores, que não se referem a questões pequenas – “tico-ticos”, no linguajar de investigadores e segundo informa outra fonte do Contraponto -, mas fariam referência a questões mais graves e ainda desconhecidas do grande público. Com isso, Tony Garcia se tornaria autor do maior acordo cooperação já firmado no Paraná.

Escreve Boechat:

“Amigo de infância do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), o ex-deputado estadual Tony Garcia está perto de fechar aquele que vem sendo considerado o maior acordo de delação premiada do Paraná. Ele já entregou ao Ministério Público diversas gravações de conversas com o antigo chefe e com membros de sua equipe. Se o conteúdo tratasse de amenidades, as fitas não teriam sido oferecidas aos investigadores.”

Passos largos

Geraldo Alckmin tem, neste momento, duas importantes frentes de negociação abertas. Uma delas é com o Centrão, que reúne um importante bloco de partidos e pode lhe garantir generoso tempo de televisão. A outra é com o senador Alvaro Dias (Podemos), que varia de 4% a 5% nas pesquisas e tira eleitores preciosos de Alckmin no Sul do País.

Vaga de vice

A questão é que os dois acordos podem ser fechados ao mesmo tempo e a arma de sedução mais atraente para amarrar a aliança é justamente oferecer a vaga de vice na chapa de Alckmin. Como só há espaço para um nome, como fazer para desatar esse nó e não desagradar ninguém, caso as negociações prosperem?

Opções

O Centrão já colocou na mesa de negociações algumas opções para ser vice de Geraldo Alckmin, caso o acordo seja selado. Mendonça Filho (DEM), Josué Alencar (PR) e Aldo Rebelo (Solidariedade).

E o Alvaro?

O problema é que para tentar convencer Alvaro Dias (Podemos) a sair da disputa e apoiar Alckmin a oferta para que o próprio seja o vice é quase obrigatória. Apesar do problema, os tucanos acham que o acordo político poderá superar essa dificuldade e acomodar todo o mundo em espaços generosos num futuro governo. (com informação de O Estado de São Paulo)

A China é aqui

De usinas de açúcar a frigoríficos, de fábricas de óleo de soja a laticínios, os grandes grupos econômicos do interior do Paraná recebem constantes visitas de comitivas chinesas. Estão interessados em comprar o que veem pela frente. E têm cacife pra investir.

Lula: 100 dias de prisão

Lula completou nessa segunda-feira (16) 100 dias preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba. Mais magro do que estava quando chegou de helicóptero, na noite de 7 de abril, o petista ainda dita as estratégias e os passos do partido e de seus principais aliados na campanha presidencial. E mantém o PT imobilizado na definição de uma alternativa eleitoral, segundo informa o Estadão. Às vésperas da convenção partidária e a um mês do prazo final para o registro das candidaturas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) – o prazo é 15 de agosto -, o mais importante preso da Lava Jato transformou sua cela em comitê político e eleitoral, numa espécie de campanha via porta-vozes.

Desde que foram autorizadas as visitas especiais de amigos, o ex-presidente já esteve com 16 pessoas em 11 datas distintas. A intenção do grupo diretamente ligado a Lula é arrastar até o momento final a definição da candidatura e tentar reverter a situação em benefício eleitoral para o nome que for escolhido como candidato do partido, já que Lula está potencialmente impedido de concorrer com base na Lei da Ficha Limpa.