Assis Chateaubriand – “Usando seu dom, o artesão Valdeci Ancelmo Rodrigues, através das suas mãos, dá vida às peças de artesanato que produz. É de se admirar os frutos do seu trabalho”. A declaração é do agente de desenvolvimento da Sala do Empreendedor de Assis Chateaubriand, Marcelo Oliveira, que, acompanhado pelo diretor de Cadastro Imobiliário, Rodrigo Furlan, visitou o microempresário Valdeci Ancelmo Rodrigues proprietário da Art’s Maos.

Valdeci tem 45 anos e, ao lado da esposa, Silvana da Silva Rodrigues Ancelmo, é um case de sucesso. “Apesar de todo o sucesso que alcancei hoje, não esqueci daqueles dias difíceis”, disse Valdeci, fazendo referência ao período em que esteve desempregado e foi justamente a necessidade que fez com que ele visse o ramo do artesanato como a oportunidade da sua vida.

A história do jovem como empresário começou em 2007, durante uma viagem para a Capital do Estado. “Fui para Curitiba e vi um tio confeccionando canecas com latas de cerveja”, lembrou. “Trouxe a ideia para Assis e, graças a Deus, foi muito bem aceita. No primeiro mês vendi cerca de 150 canecas”.

O pequeno negócio foi levado tão a sério que ele chegou a produzir mais de 8 mil canecas, muitas delas personalizadas. Inclusive chegando com a ajuda de amigos a vendê-las a outros países como Japão e Estados Unidos e alguns países da América do Sul.

“A partir daí comecei a me interessar pelo artesanato e a cada dia que passava vi a necessidade de me profissionalizar. Com a ajuda de um amigo marceneiro que me emprestou os maquinários, comecei a mexer com MDF”, conta.

Valdeci lembra que em 2010 ficou sabendo sobre o MEI (Microempreendedor Individual) e procurou se formalizar. Mas foi mesmo em 2015 que sua empresa não parou mais de crescer. “Minha vida mudou em mil por cento. Quando me formalizei não tinha acesso a nada, nenhuma informação, hoje tenho tudo o que necessito na Sala do Empreendedor. Atualmente sou convidado para consultorias, feiras e demais eventos. O Marcelo Oliveira [agente de desenvolvimento] nunca se esquece de mim, sempre me oferece algo novo, vejo nele alguém realmente comprometido com o nosso sucesso, por isso digo que vale a pena ser MEI”, declarou.

Investimento

Diante do volume de produção, o empresário conta que adquiriu recentemente uma máquina de corte a laser. O equipamento faz tudo sozinho a partir da programação no computador. Valdeci, a esposa Silvana e a funcionária montam as peças já cortadas e fazem o acabamento necessário.

Com a máquina, a empresa ganhou no volume de produção, aumentando seu mix de produtos, pois, além de MDF, ela corta acrílico, EVA, tecido, e principalmente aumentou em 40% seu lucro.

Tudo de novo

O empresário visionário que viu na latinha de cerveja usada o início do seu grande negócio afirma que começaria tudo de novo: “Se fosse começar hoje, tenho absoluta certeza que começaria tudo de novo da mesma forma que iniciei, pois valeu a pena todo o esforço, apoio da família e principalmente daqueles que acreditaram no nosso negócio para que hoje pudesse alcançar o sucesso que alcançou”.