O desembargador do Trabalho em Cascavel, Célio Horst Waldraff, determinou que pelo menos 65% da frota de ônibus do transporte público de Cascavel volte a circular imediatamente, sob risco de multa diária de R$ 70 mil ao Sinttracovel (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivo Urbano de Cascavel).

A greve teve início à 0h desta segunda-feira, quando metade dos ônibus estava parada. Por volta das 8h30, todos os motoristas encostaram os veículos nos terminais e cruzaram os braços, interrompendo totalmente o serviço desde então.

A volta dos ônibus depende da notificação ao sindicato, o que deve ocorrer ainda hoje e, nesta terça, a frota mínima deve voltar a operar.
As empresas Pioneira e Capital do Oeste recorreram à Justiça sob argumento de que a greve é ilegal com paralisação de 100% da frota. Por lei, ao menos 30% deve continuar operando.

O desembargador marcou audiência de conciliação para a próxima sexta-feira, às 14h. O sindicato alega que as empresas se recusam a negociar e que ainda devem o reajuste salarial do ano passado, que foi concedido no aumento da tarifa. As empresas argumentam que houve queda expressiva da receita durante a pandemia e que não têm condições de negociar qualquer reajuste agora.