Cascavel é incluída em pesquisa nacional sobre a covid-19

A UFPel testará em todo o Brasil 99,7 mil pessoas

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) iniciou nesta quinta-feira (14) um estudo inédito sobre a prevalência do coronavírus na população brasileira em 133 cidades do Brasil e Cascavel foi uma das escolhidas para participar da pesquisa nacional. O estudo prevê, inclusive, a realização de testes rápidos para Covid-19.

A UFPel testará em todo o Brasil 99,7 mil pessoas. Em Cascavel, estima-se que mais de 200 pessoas sejam testadas. O teste rápido que detecta a presença de anticorpos IgM (de infecção mais recente) e IgG (de infecção mais antiga) a partir de amostras de sangue coletadas.

A Secretaria Municipal de Saúde recebeu um ofício assinado pelo reitor da UFPel, Pedro Rodrigues Curi Hallal, que é infectologista e coordenador da pesquisa. De acordo com Rubens Griep, coordenador do Centro de Operações Emergenciais (COE), os pesquisadores estão autorizados para fazer as coletas aleatórias com os pacientes.

Maior do mundo

O estudo iniciado nesta quinta-feira é considerado a maior pesquisa populacional do mundo sobre a Covid-19 e os dados nortearão decisões de gestores municipais, estaduais e o próprio Ministério da Saúde.

Financiada pelo Ministério da Saúde, a pesquisa epidemiológica tem a participação do Ibope Inteligência. “Como parte da preparação para o trabalho de campo, é necessário que o Ibope Inteligência possa organizar toda a logística da pesquisa, o que envolve o transporte de materiais, por via terrestre e aérea, a realização de treinamentos presenciais em locais escolhidos para esse fim, o deslocamento entre as cidades e dentro delas. Todas essas atividades são consideradas de caráter essencial, pela relevância que a pesquisa tem para a definição das políticas de saúde”, explica o ofício enviado ao Município de Cascavel.

Informações publicadas no portal do Ministério da Saúde, a proposta da pesquisa é identificar de que forma o vírus está se propagando em todo o Brasil. Com o resultado do estudo será possível criar políticas públicas mais eficientes e baseadas em critérios científicos sobre o comportamento do coronavírus no território brasileiro.

As equipes que trabalharão na pesquisa vão atuar nas ruas com o objetivo de esclarecer três questões sobre o vírus no Brasil: o número de infectados, a velocidade com que o vírus tem se espalhado e a taxa de letalidade da Covid-19 na região.

JK

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