Carteira assinada: Pandemia já tirou mais de 8 mil empregos no oeste

O pior cenário é visto na fronteira

Foz do Iguaçu – Após um abril vermelho, com o fechamento de mais de 6 mil postos de trabalho, a região oeste registra um mês de maio um pouco mais ameno, marcado por cenários bastante diferentes, que, no geral, levaram a um saldo negativo de 1.856 empregos com carteira assinada. Com isso, o acumulado do ano passa a ser negativo, com -1.865 vagas fechadas.

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O pior cenário é visto na fronteira. Foz do Iguaçu fechou mais 1.330 postos de trabalho e acumula mais de 5 mil vagas fechadas em razão da pandemia do novo coronavírus. A cidade foi uma das mais atingidas com a pandemia, principalmente devido à paralisação das atividades turísticas e das fronteiras fechadas.

Dentre as oito maiores cidades da região, apenas Cascavel também fechou os cinco meses no vermelho: -298 empregos, resultado de dois meses seguidos de demissões. Em maio, foram fechados 412 postos de trabalho, em abril mais de 2 mil.

Em contrapartida, há cidades com intensa geração de emprego. Destaque para Matelândia, que já contratou mais 1.450 trabalhadores com carteira assinada nesses cinco meses do ano. E Toledo, com saldo positivo de 1.366 vagas no ano. A maioria dessas contratações é para a agroindústria.
Com a reação dessas cidades, a região conseguiu amenizar o impacto negativo da pandemia.
O Paraná também apresenta saldo negativo. Em maio, foram fechados 23.856 postos de trabalho, resultado que, apesar de ruim, é menos da metade do registrado em abril (-57.984). Com isso, o Estado acumula mais de 47 mil vagas encerradas nos cinco meses do ano.

Pandemia

Agora, se considerados apenas os meses da pandemia, de março a maio, o rombo é bem maior: 8.121 empregos a menos no oeste, e 94.450 no Estado.
Nessa comparação, quatro das oito maiores cidades tiveram saldo negativo: Cascavel (-2.523), Foz do Iguaçu (-5.591), Marechal Rondon (-254) e Toledo (-297). Dos 50 municípios da região, 37 registram demissão no período.

No País

No Brasil, a pandemia do coronavírus levou ao fechamento de 1,487 milhão de vagas com carteira assinada entre março – quando foi registrado o primeiro caso de covid-19 no País – e maio. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram divulgados pelo Ministério da Economia. Em maio, o saldo líquido entre a abertura e o fechamento de vagas foi negativo em 331.901 empregos.

O resultado de maio decorre de 703.921 admissões e 1,035 milhão de demissões. Esse foi o pior resultado para o mês da série histórica, que tem início em 1992. Em maio de 2019, houve a abertura de 32.140 vagas.

No acumulado do ano, o saldo do Caged foi negativo em 1,144 milhão de vagas, o pior desempenho da série histórica disponibilizada (2010).

Clique aqui e confira a tabela completa de empregos.

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