São Paulo – O Ibovespa fechou a quarta-feira em alta de 1,04%, a 129.601,44 pontos, máxima da sessão, superando os 129 mil pontos pela primeira vez. A última vez em que o Ibovespa registrou uma série de seis altas foi no começo de novembro do ano passado. E o último registro de mais do que seis pregões consecutivos de valorização ocorreu cerca de um ano atrás.

A divulgação dos dados de PIB (Produto Interno Bruto) na véspera acima do esperado (+1,2% no trimestre) pelo mercado foi o que motivou a valorização da sessão.

O fôlego recente no pregão também tem como suporte o fluxo de capital externo para o mercado à vista, com maio encerrando com saldo positivo de R$ 12,2 bilhões, após abril ter registrado entrada líquida de R$ 7 bilhões.

No pregão, a ação do Itaú Unibanco valorizou-se 3,33%, tendo de pano de fundo declarações de executivos do banco no sentido de melhora na margem financeira. Também prometeram ser mais ativos em fazer aquisições e formar parceria com competidores menores. No setor, Banco do Brasil subiu 3,59% e Bradesco avançou 3,9%.

Já o dólar caiu 1,20%, a R$ 5,0840, menor valor desde 17 de dezembro.

Em dois dias de forte baixa, a moeda acumula desvalorização de 2,70%. A divisa recua em seis das últimas oito sessões, período em que tem perda de 5,06%.

A última vez que o dólar fechou abaixo de R$ 5 foi em 10 de junho de 2020 (R$ 4,9398).

As vendas de dólares foram ditadas novamente por um movimento de “compra de Brasil”, com dados melhores do PIB provocando um rali nos ativos domésticos.

Apesar dos ganhos recentes, o real ainda está quase 17% mais fraco que o peso mexicano no acumulado dos últimos dois anos. A moeda mexicana é muitas vezes vista como a principal concorrente do real no mundo emergente.

A economia em ritmo mais acelerado e novos riscos à inflação relativos à crise hídrica começam a guiar mais analistas a projeções de Selic de até 7,5% para 2022, com alguns vendo 6,5% ainda neste ano, o que indica que nos próximos meses o Banco Central teria de abandonar o discurso de normalização parcial da política monetária.