A decisão anunciada pela secretária de saúde de Foz do Iguaçu , Rosa Maria Jerônymo, de que 100% das aulas serão presenciais em escolas públicas da rede municipal de ensino de Foz do Iguaçu foi recebida com preocupação pelo Sinprefi (Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu) nesta quinta-feira (9).

A decisão foi anunciada após a reunião do Comitê de Volta às Aulas: “Definimos que a aula volta 100% presencialmente, seguindo os protocolos de distanciamento, com uso de máscara obrigatório em sala de aula, escalonamento na hora do refeitório, então, com todos os cuidados sanitários. No município, na rede municipal, não haverá mais o escalonamento.”

O Sinprefi recebe essa notícia com surpresa e preocupação, temendo pela saúde de toda a comunidade escolar. Quando questionada sobre como será feito o distanciamento dentro de sala, com todos os alunos presentes, a secretária justificou: “Temos a condição de fazer o espaçamento que ficou definido que será de 80 centímetros entre as carteiras”. O Sinprefi tem acompanhado o retorno, até então, gradativo das aulas presenciais e atesta que muitas turmas já estão no limite de lotação com o distanciamento de um metro. “A gestão está mudando as regras mais uma vez. No início do atendimento híbrido, o distanciamento era de 1 metro e meio entre as carteiras”, argumenta a presidente do Sinprefi, Marli Maraschin de Queiroz. É importante lembrar que os alunos da rede municipal ainda não estão vacinados e que manter uma distância segura de outras pessoas é uma das principais medidas para evitar a propagação da covid-19.

A secretária informou que a decisão foi tomada com respaldo da Vigilância em Saúde e que houve redução de 45% nos índices tanto de novos casos como de óbitos, em Foz do Iguaçu. Segundo ela, amanhã haverá uma reunião entre representantes da Secretaria da Educação do Município, da Vigilância em Saúde e da Promotoria da Infância e da Juventude para apresentar os dados e ter anuência da promotoria.

O Sinprefi questiona como será feito o monitoramento diário declarado pela secretária, já que solicita desde o retorno híbrido os dados relacionados aos novos casos de infecção por covid-19 em alunos da rede pública municipal de ensino sem obter resposta dos órgãos responsáveis. “Para os professores é melhor repassar o conteúdo de uma vez só, para a toda turma, mas eles temem que, com distanciamento insuficiente, possa haver mais contaminação,” conclui a presidente do sindicato.