Alimentos biofortificados

A biofortificação consiste em um processo de cruzamento de plantas da mesma espécie

Uma parceria de Biolabore, Itaipu Binacional, Prefeitura de Cascavel e Embrapa, por intermédio do Programa Biofort, está trabalhando no desenvolvimento de técnicas de produção sustentável com o Programa de Biofortificação de cultivares, atendendo a iniciativas governamentais como PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), PMAA (Programa Municipal de Aquisição de Alimentos) e Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar).

Segundo o técnico agrícola Edson da Silva, o foco em Cascavel são as culturas de milho, ervilha, mandioca e feijão, com destaque para a batata-doce. São 96 produtores atendidos pelo Programa Biofort e, destes, 90% entregam produtos para o PAA.

Uma das entidades beneficiadas é a Apae, que fez uma visita técnica a uma das propriedades fornecedoras, onde é produzida a batata-doce biofortificada.

Em cultivares de polpa branca, são encontrados até dez microgramas de betacaroteno por grama de raízes frescas. Na cultivar biofortificada, Beauregard, a média é de 115 microgramas de betacaroteno por grama de raízes frescas.

 

Biofortificação

A biofortificação consiste em um processo de cruzamento de plantas da mesma espécie, gerando cultivares mais nutritivas. O processo também é conhecido como melhoramento genético convencional.

A Rede Biofort é coordenada pela Embrapa, que reúne todos os projetos de biofortificação de alimentos no Brasil. O principal objetivo é garantir uma maior segurança alimentar pelo aumento dos teores de ferro, zinco e vitamina A na dieta da população mais carente, combatendo assim a conhecida fome oculta, caracterizada pela carência de micronutrientes no organismo de uma pessoa.

A essência está em enriquecer alimentos que já fazem parte da dieta da população para que esta possa ter acesso a produtos mais nutritivos e que não exijam mudanças de seus hábitos de consumo.



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