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BERLIM ? Autoridades alemãs intensificaram nesta quarta-feira a caça ao terrorista que matou 12 pessoas e feriu outras 48 ao avançar com um caminhão em um mercado de Natal em Berliim na noite de segunda-feira. Um suspeito chegou a ser detido logo depois do atentado a dois quilômetros do mercado, mas foi solto no dia seguinte após a polícia ter admitido que não tinha evidências para comprovar que ele era responsável pelo ataque. O Estado Islâmico reivindicou o atentado, dizendo que o motorista do caminhão era um dos seus soldados. berlim2112

Os investigadores não sabem ainda se mais de uma pessoa poderia ser responsável pelo massacre, que colocou a Alemanha em clima de alta tensão para as festas de fim de ano. A polícia afirma ter recebido 508 pistas sobre o ataque até a noite de terça-feira. No entanto, não está claro se a Procuradoria já tinha linhas de investigações concretas.

Na capital alemã, a polícia anunciou que aumentaria significativamente as medidas de segurança nos dias posteriores ao ataque. O chefe de polícia da cidade, Klaus Kandt, disse que serão construídas barreiras nas ruas para garantir mais segurança ? incluindo no mercado de Striezel, um dos mais antigos da cidade.

O chefe da procuradoria federal alemã, Peter Frank, disse que os planos de segurança estão sendo revistos e pediu que as pessoas mantenham a calma. As comemorações para a véspera de Ano Novo estão mantidas, mas os procedimentos de segurança serão revistos.

? Nós enfrentamos um risco potencialmente sério ? alertou Frank, alertando que a Alemanha deve se preparar para as festividades de fim de ano.

DETIDO FOI SOLTO

A Promotoria alemã soltou na terça-feira um homem detido na véspera, suspeito do atentado contra o mercado de Natal. Segundo as autoridades, não havia provas suficientes contra ele. Mais cedo, a polícia já havia comunicado não ter certeza se o homem, um refugiado paquistanês, era mesmo o responsável pelo ataque. Segundo o ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, o imigrante chegara à Alemanha em dezembro do ano passado e, em fevereiro, a Berlim. Ele chegou a se registrar para pedir abrigo no país, mas o processo não chegou a ser completado.

A libertação joga mais dúvidas sobre o caso e reforça a crença de que o responsável ainda está à solta. A polícia de Berlim pediu para que as pessoas denunciem qualquer movimentação suspeita e disponibilizem depoimentos, imagens e vídeos que possam ajudar na investigação, enquanto o clima de insegurança predomina na cidade.

O polonês Lukasz Urban, encontrado morto na cabine do caminhão utilizado no ataque de Berlim, era de fato o condutor original do veículo e seu corpo tinha sinais de golpes, assegurou a transportadora para a qual ele trabalhava. A crença da polícia é que o terrorista tenha sequestado o caminhão antes de usá-lo para atropelar a multidão do mercado. Segundo Ariel Zurawski, dono de uma empresa de transporte instalada perto de Gryfino, no noroeste da Polônia, o homem morto era seu primo, a quem conhecia desde a infância. Zurawski foi chamado no meio da noite pela polícia polonesa para identificar a vítima em uma foto.

? Vimos sinais de espancamento, está claro que lutou. Seu rosto estava sangrando, machucado. Havia uma ferida com uma faca. A polícia me disse que havia também um ferimento de bala ? contou. Segurança reforçada na Europa após ataque com caminhão em Berlim