O uso de equipamentos modernos na agricultura há um bom tempo já não é mais novidade, sobretudo na região oeste do Paraná, onde esse cenário é pujante e a base da economia regional. Mas como produzir mais e melhor, com eficiência e sem desperdícios? Essa é uma questão que transcende as lavouras e mesmo com tanta modernidade em campo, a pergunta é: como utilizá-las melhor e de maneira mais eficaz?

Para dar margens às respostas para essas perguntas, foi realizado ontem em Cascavel o 2º Seminário do Comitê de Estudos Temáticos da Agronomia, cujo tema deste ano foi “Novidades Tecnológicas no Mercado de Trabalho da Agronomia”. Foi um dia inteiro onde os estudiosos do setor, acadêmicos e profissionais de agronomia, debateram tendência e o uso correto e eficaz de equipamentos.

O seminário foi realizado nas dependências da Areac (Associação dos Engenheiros Agrônomos de Cascavel) e contou com cinco palestras e três apresentações práticas de equipamentos e tecnologias. Na primeira edição, o evento teve como tema “O mercado de trabalho e o exercício profissional da Agronomia”.

Mudança brutal

O evento contou com uma pauta em franca expansão no campo: a utilização de drones na agricultura. Quem abordou o tema foi o engenheiro agrônomo Francisco Nogara Neto. “O futuro profissional da agronomia, ou mesmo quem já trabalha nisso há algum tempo, precisa estar atento à mudança brutal que ocorre no campo, que é a utilização dos drones. Hoje é difícil uma propriedade onde o produtor não tenha uma máquina destas”, lembrou.

Para Neto, o que deve ser discutido é como usar melhor essa ferramenta. “O desafio, e até o grande gargalo, é usar o drone para obter dados que levarão à melhoria do trabalho. Muitos pensam que drones são somente para tirar fotos, mas a utilidade vai muito além. Serve desde o planejamento, o estudo da lavoura, até uma possível intervenção. É uma revolução no agronegócio digital”, explicou.

De olho

Um dos objetivos deste seminário em Cascavel foi promover o conhecimento de novas tecnologias para quem atua no setor do agronegócio. “Pensamos num evento totalmente voltado a estudantes e formandos, para que eles se situem quanto às possibilidades de trabalho com novos equipamentos. Claro que esperamos também alcançar os mais experientes, quem já está no ramo há mais tempo, para se reposicionarem com o uso dessas ferramentas”, finalizou o engenheiro agrônomo Marcos Roberto Marcon, conselheiro membro da Câmara Especializada de Agronomia do Crea-PR e representante da Associação Regional dos Engenheiros Agrônomos de Cascavel.