A Prefeitura de Toledo, por meio da Secretaria de Politicas para as Mulheres (SPM), organizou e promove diversas ações durante o mês em alusão ao Agosto Lilás, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a violência contra as mulheres. Entre os trabalhos desenvolvidos estão banners e panfletos expostos e distribuídos em vários locais com o “violentômetro”, escala de 18 comportamentos e sua respectiva gravidade.

A grande novidade deste material está na sua forma de divulgação. O informe, produzido pela Secom (Secretaria de Comunicação Social), foi divulgado pelas redes sociais em português, espanhol, inglês e criolo (idioma nativo do Haiti), e impresso em português e criolo. Nele constam os números 190 (Polícia Militar), 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 153 (Guarda Municipal). “Esses materiais estão expostos em banheiros públicos femininos, empresas e demais espaços de circulação como forma das mulheres acessarem com segurança essa informação”, explicou a coordenadora de Relações Públicas da Secom, Mariana Matsuo.

Para quem trabalha com o público estrangeiro, a iniciativa é salutar em virtude do número de imigrantes vivendo em Toledo. Conforme a presidente da Organização Não Governamental (ONG) Embaixada Solidária, Edna Nunes da Silva, o material traduzido auxilia no atendimento das mulheres estrangeiras que sofrem violência. “A violência é muito pior quando silenciada, seja através da dificuldade do idioma ou até mesmo pela opressão social. É acolhedor saber que em meio a tantos abandonos, Toledo optou por uma política pública de acolhimento e respeito”, elogiou a representante da entidade que é referência em atendimento aos imigrantes no município.

Tratar sobre as questões relacionadas à violência contra a mulher, segundo a secretária da SPM Jennifer Teixeira, deve ser algo constante. “Falar de violação de direitos contra a mulher é uma questão de resistência diante de tantas agressões e julgamentos aos quais somos submetidas. A cada quatro mulheres, ao menos uma foi ou será vítima de agressão, o que nos coloca na necessidade, cada vez mais, de buscarmos políticas públicas para romper este ciclo de violência”. Sobre a questão da informação em outras línguas, Jennifer reitera que entre os estrangeiros a incidência de casos de violência é grande e difícil de acessar por conta da linguagem, o que justifica o material traduzido.