Abertura de leitos: Chamamento tem baixa contratação e HU deve pedir mais prazo ao MP

O reitor da Unioeste afirmou que não houve superlotação no Pronto-Socorro e que o relatório dos pacientes foi repassado ao Ministério Público

Reportagem: Cláudia Neis

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Cascavel – A Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) deve protocolar nesta segunda-feira (4) um pedido de ampliação de prazo para a reabertura de 30 dos 59 leitos de enfermaria do HU (Hospital Universitário) que foram fechados por conta do remanejamento de funcionários para abertura e manutenção da Ala Covid. “Vamos protocolar esse pedido de ampliação de prazo, porque, apesar de o chamamento público ter registrado vários inscritos, na primeira abertura somente três pessoas tinham a documentação necessária em dia. Tivemos uma nova abertura para técnicos de enfermagem, nossa maior necessidade. Precisamos conseguir o número mínimo para a abertura de 30 leitos”, explica o reitor da Unioeste, Alexandre Webber.

O promotor Angelo Ferreira, da Promotoria de Saúde Pública, havia dado prazo de sete dias para a reabertura dos 30 leitos e 15 dias para a reabertura dos outros 29, mas Alexandre afirma que os outros só serão abertos quando houver necessidade. “Vamos abrir esses 30, que já era o planejado, os que foram fechados pela transferência dos profissionais para abertura dos 30 leitos da Ala Covid. Os outros foram fechados devido ao afastamento dos servidores [do grupo de risco] e não temos como abrir. Eles só serão abertos depois da ampliação dos leitos de UTI da Covid, conforme vão chegando os equipamentos para os leitos de UTI da Ala e vai sendo necessária a abertura de enfermaria para a covid. Nós reservamos essa ala para isso”, esclarece Webber.

Webber disse que essa informação será repassada ao promotor. Ele reiterou que não houve superlotação no Pronto-Socorro e que o relatório dos pacientes foi repassado ao Ministério Público, atestando que a média de pacientes no PS pós-fechamento foi menor do que no mês anterior.

O reitor acrescenta que nenhuma decisão foi tomada de forma isolada pela instituição: “Temos um trabalho em conjunto com a 10ª Regional, a Sesa [Secretaria de Estado da Saúde] e todas as autoridades de saúde envolvidas no combate à pandemia. Ninguém está fazendo nada sozinho, tudo é compartilhado. Estamos trabalhando para que tenhamos o melhor avanço possível nessa estrutura, mas que gaste o recurso conforme seja necessário. Há um planejamento e ele será seguido”.

Contratos dos médicos

Além do chamamento público de enfermeiros e técnicos, o HU (Hospital Universitário) tem a expectativa de abrir o dos médicos. O edital chegou a ser publicado na última semana, por um erro técnico, mas logo foi suspenso.

O reitor Alexandre Webber disse que os contratos atuais serão mais uma renovados por três meses para que os itens questionados pelo TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado) relacionados a valor dos contratos, ao pagamento de produção e a outros detalhes sejam revistos. “Tivemos uma reunião com o TCE, na qual discutimos os pontos questionados por eles e por isso nesses vamos revistar o edital mais minuciosamente, especialidade por especialidade, justificando o que é necessário, tentando chegar a um entendimento com o Tribunal. No comparativo com outros chamamentos há diferenças e o tribunal entende que temos alguns diferenciais… outros hospitais têm médicos concursados, e aqui 90% são do chamamento público [terceirizados]. Então, nesse período vamos acertar tudo isso e, se tudo correr bem, ao fim teremos a publicação do novo edital para os médicos”, garantiu o reitor.

Os contratos atuais venceram em fevereiro e já haviam sido estendidos por três meses.

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