Balanço divulgado pela Sesa (Secretaria Estadual da Saúde) mostra que a OPO (Organização de Procura de Órgãos e Tecidos) de Cascavel respondeu, entre janeiro a março deste ano, por 20% das doações de órgãos em todo o Paraná, que em três meses chegaram a 125. Das 59 notificações de doador por morte encefálica, 24 delas foram efetivadas.

Ainda conforme o levantamento, o restante das doações só não se efetivou por conta de contraindicações do paciente falecido – 15 no total -, outras complicações não confirmadas (8), recusa familiar (6) e parada cardiorrespiratória (5).

A unidade de Cascavel abrange, além da regional de saúde local, as de Foz do Iguaçu e Toledo, além de Francisco Beltrão e Pato Branco, no sudoeste do Estado, fazendo parte das quatro organizações espalhadas pelo Paraná. As outras três estão em Curitiba, Londrina e Maringá.

Cascavel está à frente da unidade de Londrina, que neste mesmo período efetivou 14 doações de órgãos de doador com morte encefálica, representando 11,2% do total estadual. Por sua vez, o município ainda se mantém atrás de Maringá, com 21,6% do total e de Curitiba, que detém índice de 60%.

Transplantes

As 24 doações efetivas na OPO de Cascavel resultaram em 69 transplantes, considerando neste caso também a doação de tecidos, como córneas, pele e ossos. Vale lembrar que um doador pode salvar até sete vidas.

Maioria são homens

De acordo com a Sesa, 56,8% das doações por morte encefálica são de homens, a maioria deles na faixa etária entre 50 e 64 anos. Já as mulheres representam pouco mais de 43%, predominando também as doações entre pessoas de 50 a 64 anos.